Ouça a coluna ‘CBN Sustentabilidade’, com Carlos Alencastre
A disputa judicial sobre o parcelamento do solo na zona leste de Ribeirão Preto ganha novos capítulos, com a prefeitura derrubando uma liminar que protegia a área. A medida reacende o debate sobre a importância do plano diretor para a sustentabilidade do município e a preservação do Aquífero Guarani.
A importância do Aquífero Guarani
O Aquífero Guarani é um dos maiores mananciais de água subterrânea do mundo, abastecendo não só regiões do Brasil, mas também países vizinhos como Argentina, Uruguai e Paraguai. Em Ribeirão Preto, a água que consumimos provém, em grande parte, da recarga desse aquífero, que ocorre principalmente na zona leste da cidade. A forma como essa área é ocupada impacta diretamente na qualidade e quantidade de água disponível para a população.
O Parcelamento do Solo e a Recarga do Aquífero
O plano diretor, que deveria regular o uso e ocupação do solo, liberou a implantação de empreendimentos imobiliários na zona leste, uma área crucial para a recarga do Aquífero. O parcelamento desordenado do solo, sem práticas sustentáveis, pode levar à contaminação da água por lixo e entulho, comprometendo a capacidade de recarga do aquífero e colocando em risco o abastecimento de água para Ribeirão Preto e toda a região.
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A Necessidade Urgente de Regulamentação
Diante desse cenário, a aprovação urgente de um plano diretor que preserve a zona leste é fundamental. É preciso garantir que a ocupação do solo seja feita de forma ordenada, respeitando a capacidade de penetração da água da chuva e a alimentação do Aquífero Guarani. A demora na regulamentação pode ter consequências irreversíveis para o futuro do abastecimento de água na região.
A proteção do Aquífero Guarani é crucial para garantir o acesso à água para as futuras gerações.



