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Ocupação do Rubem Cione continua depois de quatro meses da decisão judicial

Abandonado, parque no Jardim Paiva continua servindo de casa para famílias sem-teto
Ocupação Rubem Cione
Abandonado, parque no Jardim Paiva continua servindo de casa para famílias sem-teto

Abandonado, parque no Jardim Paiva continua servindo de casa para famílias sem-teto

Moradores de Ribeirão Preto aguardam a implantação do que seria o maior parque ecológico da cidade, um projeto que se arrasta há anos e enfrenta diversos obstáculos.

Verba Liberada, Obras Paradas?

Uma associação de moradores, criada com o objetivo de cobrar providências, afirma que a prefeitura já teria condições de iniciar as obras. Rosangela Aparecida da Silva Bela, integrante da associação, assegura ter recebido um documento da Secretaria de Habitação confirmando a liberação de R$ 550 mil para o começo da construção em 2011. No entanto, a prefeitura alega falta de segurança como motivo para a paralisação.

Promessas e Abandono

Há seis anos, a Prefeitura de Ribeirão Preto promete construir o parque ecológico e social do Dr. Rubensione, na zona oeste da cidade. Apesar de um convênio assinado em 2009 e uma licitação publicada em 2012, apenas a entrada e um alambrado foram erguidos. A Secretaria Estadual da Habitação liberou R$ 1,8 milhão, com contrapartida municipal de R$ 475 mil, mas o local permanece abandonado, com denúncias de descarte de lixo, uso de drogas e criminalidade.

Ocupação e Demandas Urgentes

A situação se agravou com a ocupação do parque por cerca de 300 famílias em outubro do ano passado, alegando dificuldades financeiras. Embora a Justiça tenha determinado a reintegração de posse em dezembro, a área continua ocupada, inclusive com ligações clandestinas de energia elétrica. Moradores questionam a urgência de obras de limpeza e contenção de vazamentos de água e esgoto, especialmente em áreas com nascentes. Há relatos de casos de Zika e Dengue na região.

A concretização do parque como espaço de lazer e cultura depende de diálogo entre a prefeitura e os moradores, um diálogo que, segundo relatos, não tem ocorrido de forma efetiva. A prefeitura, em nota, informou que a retirada das famílias depende de determinação judicial, oferecendo apenas apoio no processo de reintegração.

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