Delegado da Polícia Federal, Daniel Fantini falou à CBN Ribeirão
A Polícia Federal prendeu oito pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de estelionato na manhã desta terça-feira em Franca, Oito pessoas são presas por estelionato em Franca, São Paulo. O grupo é acusado de causar um prejuízo estimado em cerca de 1 milhão de reais. Além de Franca, a quadrilha também atuava nas cidades mineiras de Bambuí e Divinópolis, conforme informações da polícia.
Investigação e modus operandi: Segundo o delegado Daniel Fantini, responsável pela investigação, o grupo utilizava nomes e documentos falsos para aplicar golpes em instituições financeiras. A investigação teve início após uma denúncia feita por um banco, que desconfiou da documentação apresentada pelos suspeitos.
Produziam identidades falsas. Com base nessas identidades, eles retiravam documentos necessários para obtenção de empréstimos bancários, procuravam as instituições financeiras e, após simularem movimentação financeira, obtinham créditos dessas instituições. Depois, sacavam os valores e desapareciam da cidade.
O delegado explicou que o grupo produzia identidades falsas e, com base nesses documentos, retirava outros documentos necessários para a obtenção de empréstimos bancários. Em seguida, procuravam as instituições financeiras, simulavam movimentações financeiras para obter créditos e, após o saque dos valores, desapareciam das cidades onde atuavam.
Empresas de fachada e atuação em múltiplas cidades
O delegado informou que os cinco homens e três mulheres presos criavam empresas de fachada para conseguir financiamentos maiores. Eles adquiriram empresas com CNPJ antigos, algumas ativas e outras inativas, e simulavam movimentações financeiras para obter créditos maiores.
Eles ficavam em torno de 20 dias em cada cidade para simular um comércio, abriam uma empresa de fachada para burlar os mecanismos de controle das instituições financeiras e, depois que os créditos eram concedidos, desapareciam.
De acordo com Fantini, o grupo permanecia cerca de 20 dias em cada cidade para simular um comércio legítimo. Durante esse período, abriam empresas de fachada para burlar os mecanismos de controle das instituições financeiras. Após a concessão dos créditos, o grupo desaparecia, dificultando a localização e a responsabilização dos envolvidos.
Consequências legais: Durante o período investigado, a quadrilha agia quase sempre utilizando nomes falsos. Os suspeitos responderão pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha, falsificação de documento, falsidade ideológica e uso de documento falso. As penas previstas para esses crimes podem chegar a até cinco anos de prisão.
Informações adicionais
Não foram divulgados detalhes sobre o andamento do processo judicial ou a situação atual dos suspeitos após a prisão.



