Investigados na ‘Cartas em Branco’, políticos estão afastados por atuarem em esquema que desviou verba dos cofres públicos
Cinco vereadores de Miguelópolis foram presos nesta segunda-feira em mais uma fase da Operação Cartas em Branco, deflagrada pelo Gaeco com apoio da Polícia Militar. Outros três vereadores estão foragidos, além de um empresário. Para garantir a continuidade dos trabalhos na Câmara Municipal, o presidente da casa deverá convocar os suplentes.
Prisões e Investigações
Segundo o promotor Rafael Piola, do Ministério Público de Franca, o presidente da Câmara Municipal deverá tomar as providências necessárias para que os suplentes assumam seus cargos. As investigações apontam que oito vereadores, juntamente com o prefeito afastado Juliano Mendonça, estavam envolvidos em um esquema de desvio de verbas públicas em contratos de transporte escolar, compra de material e consultorias, causando um rombo de mais de R$ 6 milhões. Este desvio causou atrasos no pagamento de servidores públicos, na entrega de medicamentos e afetou setores como saúde e educação.
Delações e Provas
Rafael Piola afirma que as prisões desta segunda-feira se basearam em delações premiadas de empresários e advogados detidos em abril, além da análise de documentos e e-mails. As provas incluem depoimentos de testemunhas que presenciaram os benefícios recebidos pelos vereadores. O promotor destaca a importância da análise documental e de e-mails apreendidos na investigação.
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Primeira Fase e Desdobramentos
A Operação Cartas em Branco teve início em 19 de abril, com a prisão do prefeito Juliano Mendonça e outras 13 pessoas. As acusações incluem peculato, organização criminosa e corrupção. A segunda fase da operação demonstra a continuidade das investigações e o desdobramento das apurações sobre o esquema de corrupção em Miguelópolis.



