Organização orienta a vacinação em grupos prioritários; quem analisa o comunicado é o pesquisador Rodrigo Stabeli
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a quarta dose da vacina contra a Covid-19 seja aplicada apenas em grupos de risco, como idosos, pessoas com doenças crônicas, baixa imunidade, grávidas e profissionais de saúde. A decisão considera a cobertura vacinal global e a eficácia da terceira dose em prevenir casos graves e óbitos.
Priorizando a cobertura vacinal
Em muitos países, a cobertura vacinal com as duas primeiras doses ainda é baixa. A OMS prioriza a imunização completa da população com o esquema primário (duas doses) e a terceira dose (primeiro reforço), uma vez que esta já garante uma imunização quase total contra casos graves e óbitos. A quarta dose, embora melhore a imunidade e reduza a transmissão, é vista como menos prioritária em comparação à necessidade de imunizar a população com as doses iniciais.
A quarta dose e seus benefícios
No Brasil, onde a cobertura vacinal é alta, a quarta dose oferece benefícios adicionais, como redução da carga viral em casos de infecção e diminuição da transmissão. Embora estudos ainda não demonstrem uma proteção substancialmente maior em comparação à terceira dose, a quarta dose aumenta a imunidade, tornando a Covid-19 menos significativa para a maioria das pessoas. Mesmo casos leves podem causar sequelas, então a prevenção continua importante.
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Situação atual da Covid-19 no Brasil e o futuro das vacinas
O Brasil atravessa o melhor momento da pandemia, com taxas significativas de queda na transmissão e nos óbitos. No entanto, novas variantes podem surgir, causando novas ondas de infecção, principalmente em pessoas não vacinadas. As vacinas atuais ainda são eficazes contra a Covid-19, e a atualização do portfólio vacinal para novas variantes será importante no futuro, possivelmente como vacinação anual, similar à vacina contra a gripe.


