Ouça a coluna ‘CBN Nutrição’, com Cristina Trovó
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou uma lista de alimentos classificados como cancerígenos, com as carnes processadas no topo da relação. A preocupação com o consumo excessivo desses produtos tem sido tema de debate, e a nutricionista Cristina Trouvall compartilha suas orientações sobre o assunto.
O Consumo Alarmante de Processados
Cristina Trouvall expressa sua preocupação com o relato alimentar de pacientes que chegam ao consultório, revelando um alto consumo de carnes processadas e frios. Ela observa que carnes, como frango, peixe e ovos, estão sendo substituídas por produtos industrializados.
Categorias de Alimentos Carcinogênicos
A OMS divide os alimentos em dois grupos. O primeiro, categoria 1, inclui as carnes processadas, consideradas sabidamente carcinogênicas, com estudos que comprovam sua ligação com o desenvolvimento do câncer. O grupo 2a engloba carnes e outros alimentos, como o mate (chimarrão), classificados como provavelmente carcinogênicos, necessitando de mais pesquisas para confirmação, embora o risco já seja reconhecido.
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Alternativas e Moderação
A carne vermelha não precisa ser eliminada da dieta, mas sim ter sua frequência de consumo reduzida, optando por cortes magros, cerca de três vezes por semana. A eliminação deve ser focada nas carnes processadas, como salsicha, linguiça, bacon e carne seca, evitando o consumo desenfreado desses alimentos. O consumo de 50 gramas diárias de processados já aumenta o risco de câncer em 18%.
Substituições Nutritivas e Práticas
Existem diversas substituições nutritivas e práticas, como ovos, ricos em vitaminas do complexo B e proteínas, além de queijos mais naturais e quinoa, um alimento vegetal altamente nutritivo. A moderação e a qualidade dos alimentos são essenciais.
Manter a atenção na dieta, praticar atividade física e consumir vegetais são medidas importantes para evitar o câncer, priorizando uma dieta equilibrada e evitando o consumo excessivo de alimentos processados.