Procura pela vacina aumentou nos postos de saúde de Ribeirão; muitas pessoas ainda não têm a orientação correta de prevenção
Em Ribeirão Preto, a procura pela vacina contra febre amarela aumentou significativamente, impulsionada por um surto que já infectou mais de 700 pessoas e causou 261 mortes no Brasil desde 2016, segundo dados da Organização Panamericana da Saúde. A situação gerou preocupação tanto na população quanto nas autoridades de saúde.
Aumento da procura em postos de saúde
Postos de saúde de Ribeirão Preto e região registraram um aumento considerável na procura pela vacina. Cidadãos como a professora aposentada Sandra Parecida de Araújo, preocupada com a validade da sua e da vacina do filho, procuraram os postos para atualização da carteira de vacinação. Outros, como o auxiliar de garçom Alessandro Rafael Pinote, que viaja para Mairiporã (SP), região com casos confirmados da doença, buscam prevenção antes da viagem.
Recomendações e escassez da vacina
A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde de Ribeirão Preto, Luzia Marcia Romanhole Passos, esclareceu que, segundo recomendação do Ministério da Saúde, uma dose da vacina oferece imunização para a vida toda. A procura intensa, no entanto, também se reflete em clínicas particulares, onde a enfermeira-chefe Carina Bordonal-Gomiero relatou escassez do imunizante, com previsão de reposição em 40 dias devido à importação da vacina de um laboratório francês e aos trâmites burocráticos para sua liberação pela Anvisa. O preço médio da vacina em clínicas particulares é de R$ 180.
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Situação em São Paulo e alerta
Com o aumento da atividade do vírus na região, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou todo o estado de São Paulo como área de risco para febre amarela. Essa classificação reforça a importância da vacinação para quem viaja para o estado, independentemente da região. É importante lembrar que o macaco não transmite a doença, servindo apenas como indicador da circulação do vírus.



