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Oncologista alerta que mitos afastam brasileiros da prevenção contra o câncer

Diagnóstico precoce aumenta chances de cura e exige exames regulares, mesmo sem sintomas ou histórico familiar.
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Diagnóstico precoce aumenta chances de cura e exige exames regulares, mesmo sem sintomas ou histórico familiar.

Mitos e desinformação ainda afastam brasileiros da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer. Em entrevista ao Manhã CBN desta quarta-feira, o médico oncologista Carlos Fruet alertou que crenças equivocadas, muitas vezes disseminadas nas redes sociais, prejudicam a adesão a exames de rotina e reduzem as chances de cura.

Segundo ele, a maioria dos cânceres tem maior possibilidade de tratamento bem-sucedido quando descoberta precocemente. Para isso, é fundamental que homens e mulheres realizem exames preventivos de acordo com idade e indicação médica, mesmo na ausência de sintomas.

Diagnóstico precoce

O médico destacou que muitos tipos de câncer evoluem de forma silenciosa. “A grande maioria dos cânceres eles aparecem de forma silenciosa”, afirmou. Casos como câncer de intestino, próstata e pulmão podem não apresentar sinais nas fases iniciais, o que reforça a importância dos exames de rotina.

Sobre o câncer de próstata, Fruet ressaltou o papel do toque retal, especialmente durante a campanha Novembro Azul. “É um exame super simples, rápido e que salva vidas.” Ele explicou que cerca de 15% dos casos não seriam detectados apenas pelo exame de sangue.

Jovens em risco

Outro ponto de atenção é o aumento de casos em pacientes mais jovens. De acordo com o oncologista, câncer de mama e de intestino têm crescido nessa faixa etária, o que pode levar à redução da idade mínima para exames preventivos.

“O cigarro eletrônico tem outras substâncias altamente deletérias, né? Altamente cancerígenas”, alertou o médico, ao comentar o uso crescente entre jovens. Ele afirmou que já há registros de câncer de pulmão em pessoas que nunca fumaram cigarro tradicional, mas utilizaram dispositivos eletrônicos.

Histórico familiar

Fruet também desmistificou a ideia de que apenas quem tem histórico familiar precisa se preocupar. “Nós sabemos que apenas 10 a 15% dos casos de câncer são genéticos, são hereditários.” Segundo ele, a maioria dos casos não está ligada à hereditariedade, o que reforça a necessidade de prevenção para toda a população.

O especialista orienta que a população mantenha hábitos saudáveis, evite vícios e realize acompanhamento médico regular como forma de ampliar as chances de diagnóstico precoce e cura.

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