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Oncologista explica relação de pessoas com câncer e o coronavírus

De acordo com o médico, quadro clínico muda muito de acordo como paciente
câncer e coronavírus
De acordo com o médico, quadro clínico muda muito de acordo como paciente

De acordo com o médico, quadro clínico muda muito de acordo como paciente

Nesta edição do Jornal da Semênis, conversamos com o médico oncologista Ossésio Andrade, do Instituto Oncológico de Ribeirão Preto, para esclarecer dúvidas sobre o coronavírus e seus impactos em pacientes com câncer.

Grupo de Risco e Tratamento

O Dr. Andrade esclarece que o câncer, em si, é um fator de risco, assim como hipertensão, diabetes e doenças pulmonares crônicas. A diferença crucial está entre pacientes em tratamento e aqueles que já o concluíram. Não há recomendação de suspensão de tratamentos oncológicos em curso, sendo necessário avaliar os riscos e benefícios de cada caso, principalmente em tratamentos curativos (como os de câncer de mama ou intestino). O acompanhamento médico próximo é fundamental para garantir a eficácia do tratamento sem aumentar o risco de infecção pelo coronavírus.

Máscaras e Vacinação

Quanto ao uso de máscaras, o especialista destaca que a máscara cirúrgica não protege quem a usa, servindo apenas para evitar que um infectado contamine outras pessoas. Portanto, não há indicação do seu uso como prevenção para pacientes com câncer. Já a vacina contra a gripe é recomendada e até mesmo obrigatória para esses pacientes, especialmente neste ano. A quimioterapia, hormonioterapia, radioterapia e imunoterapia não contraindicam a vacina, sendo recomendado aguardar 2 a 3 dias após a quimioterapia (devido ao uso de corticoides) para tomá-la.

Cuidados e Orientações

Para evitar aglomerações e o contágio, o Dr. Andrade aconselha o contato remoto com médicos para dúvidas e orientações. Em casos de sintomas leves como febre baixa sem falta de ar, recomenda-se repouso em casa com uso de paracetamol ou dipirona, evitando corticoides e anti-inflamatórios como ibuprofeno. A procura por atendimento médico deve ocorrer apenas em casos de piora dos sintomas, principalmente respiratórios, para evitar sobrecarga nos serviços de saúde e reduzir o risco de infecção cruzada. O Instituto Oncológico de Ribeirão Preto adaptou seu atendimento, priorizando o contato telefônico para pacientes em acompanhamento ou com tratamentos controlados, reduzindo o fluxo de pessoas na clínica.

Em resumo, a orientação principal é manter a cautela e evitar o pânico, priorizando o isolamento social para controlar a pandemia e não sobrecarregar o sistema de saúde. A comunicação clara e transparente, como a realizada por meio da imprensa, é fundamental para disseminar informações corretas e combater a desinformação.

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