Uma sequência de furtos tem preocupado comerciantes e moradores da zona Sul de Ribeirão Preto. Os crimes acontecem, principalmente, durante a madrugada, quando os estabelecimentos estão fechados, e deixam prejuízos significativos.
Dados apontam que, apenas no ano passado, foram registrados quase 2 mil furtos e roubos na região, uma média de cerca de cinco ocorrências por dia. Em 2026, os casos continuam sendo registrados com frequência. Em poucos dias de março, ao menos quatro estabelecimentos foram invadidos em diferentes pontos da zona sul, com ações semelhantes e prejuízos que chegam a milhares de reais.
Na madrugada do dia 10 de março, uma loja de produtos ortopédicos foi invadida. Os criminosos reviraram gavetas, levaram mercadorias e ainda esconderam parte dos itens para buscar horas depois, causando prejuízo de cerca de R$ 4 mil.
Dois dias depois, na avenida César Vergueiro, uma loja de produtos para academia também foi alvo. O suspeito utilizou um isqueiro para iluminar o ambiente e furtou equipamentos e um computador, gerando perdas estimadas em R$ 5 mil. Já no dia 13, uma galeria comercial foi invadida por um grupo que chegou em motos e um carro. Os criminosos retornaram ao local após a primeira ação para levar mais mercadorias, esvaziando praticamente o estoque da loja.
Outro caso foi registrado no bairro Alto da Boa Vista, onde uma barbearia teve equipamentos levados, com prejuízo de cerca de R$ 7 mil. Comerciantes relatam que, mesmo com sistemas de segurança, como câmeras e alarmes, os furtos continuam acontecendo.
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“Do começo do ano para cá, nas duas unidades que nós temos na cidade, a gente já sofreu com isso três vezes”, afirmou o gerente de uma das lojas afetadas.
Moradores e comerciantes relatam sensação constante de insegurança e cobram reforço no policiamento na região. Segundo relatos, os crimes seguem um padrão semelhante, com ações rápidas durante a madrugada e alvos próximos entre si.
A Secretaria de Segurança Pública informou que reforça o patrulhamento em áreas com maior incidência de ocorrências, com base nos registros oficiais, e afirmou não ter localizado os casos citados na reportagem.



