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ONG SP Invisível cria campanha política fictícia para dar voz à população de rua

Objetivo é fomentar pautas de interesse destas pessoas; quem comenta a iniciativa é Bruno Silva no 'De Olho na Política'
ONG SP Invisível cria campanha política
Objetivo é fomentar pautas de interesse destas pessoas; quem comenta a iniciativa é Bruno Silva no 'De Olho na Política'

Objetivo é fomentar pautas de interesse destas pessoas; quem comenta a iniciativa é Bruno Silva no ‘De Olho na Política’

Em meio às eleições municipais, ONG SP Invisível cria campanha política fictícia para dar voz à população de rua, uma campanha simbólica tem ganhado destaque ao chamar a atenção para a população em situação de rua, especialmente no estado de São Paulo. Embora não se trate de um partido político oficial, o chamado “Partido São Paulo Invisível” busca conscientizar a sociedade e os governantes sobre a necessidade de incluir essas pessoas nas políticas públicas e programas sociais.

O tema da invisibilidade social dos moradores de rua é um problema crônico que afeta diversas cidades brasileiras, incluindo Ribeirão Preto e Franca, onde candidatos têm discutido propostas para melhorar o acolhimento desse público. Um dos principais desafios apontados é a eficácia dos centros de atendimento, como o Centro POP, que enfrenta dificuldades para atender adequadamente essa população.

Desafios na abordagem da população em situação de rua

Segundo especialistas, a abordagem tradicional sobre a população em situação de rua oscila entre duas visões insuficientes para resolver o problema. De um lado, há a ideia de que basta ampliar o acesso a serviços e políticas públicas para solucionar a questão. De outro, há quem considere o problema insolúvel, defendendo medidas judiciais ou até mesmo o uso de força para remover essas pessoas das ruas. Ambas as posturas falham em enfrentar as causas profundas da situação.

Para enfrentar o problema de forma eficaz, é necessário um mapeamento detalhado que vá além da simples contagem da população em situação de rua. É preciso compreender os motivos que levam essas pessoas a permanecerem nessa condição, mesmo diante da oferta de serviços, e identificar os obstáculos que impedem o funcionamento adequado das políticas públicas.

Importância do mapeamento e da informação: O levantamento de dados mais precisos e a sistematização das informações são fundamentais para orientar políticas públicas eficientes. Esse processo envolve não apenas identificar as pessoas em situação de rua, mas também entender suas histórias, necessidades e os fatores que contribuem para a permanência nessa condição, como desemprego, abandono familiar, doenças e dependência química.

Além disso, o mapeamento deve considerar a reincidência, ou seja, casos em que a pessoa já recebeu algum tipo de apoio, mas voltou a viver nas ruas. Compreender essas situações permite a formulação de estratégias mais adequadas para cada perfil, evitando soluções superficiais que apenas deslocam o problema para outras regiões.

O papel da sociedade civil e dos serviços públicos

O Estado, apesar de seus esforços, enfrenta limitações para atender integralmente essa população. Nesse contexto, entidades da sociedade civil organizada e instituições religiosas desempenham papel importante na assistência, atuando em áreas específicas como combate à drogadição, apoio a pessoas abandonadas e reinserção no mercado de trabalho.

Contudo, a falta de coordenação entre essas iniciativas e as políticas públicas dificulta a eficácia das ações. Para avançar, é necessário que o poder público articule melhor esses esforços, promovendo uma rede integrada de atendimento que considere as múltiplas dimensões do problema.

Desafios adicionais: imigração e políticas municipais: Outro fator que tem agravado a situação é o aumento da migração, especialmente de venezuelanos e outros imigrantes em situação socioeconômica vulnerável. Algumas prefeituras têm buscado implementar ações específicas, como cursos de português e programas de qualificação profissional, para facilitar a integração dessas pessoas.

Além disso, a prática de transferir moradores de rua de uma cidade para outra, muitas vezes adotada por gestores municipais, tem sido criticada como ineficaz e desumana. Cidades como Franca, conhecidas por sua postura acolhedora, acabam recebendo pessoas que foram deslocadas de outras regiões, o que não resolve o problema estrutural.

Panorama

A invisibilidade da população em situação de rua é um desafio complexo que exige uma abordagem multifacetada. A conscientização promovida pela campanha “Partido São Paulo Invisível” destaca a urgência de políticas públicas baseadas em informações precisas, coordenação entre Estado e sociedade civil, e respeito aos direitos humanos. Somente com essas medidas será possível avançar na inclusão social e na garantia de dignidade para esse segmento vulnerável da população.

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