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ONGs que plantam árvores em Ribeirão reclamam da falta de um plano de arborização

Segundo um inventário de 2022, há menos árvores que o ideal; grupo diz que há muitas burocracias para fazer o plantio
plantio de árvores Ribeirão
Segundo um inventário de 2022, há menos árvores que o ideal; grupo diz que há muitas burocracias para fazer o plantio

Segundo um inventário de 2022, há menos árvores que o ideal; grupo diz que há muitas burocracias para fazer o plantio

Ribeirão Preto enfrenta desafios na arborização urbana. Apesar de um inventário realizado em 2022 apontar a necessidade de um aumento significativo no número de árvores, a cidade ainda não possui um plano municipal de arborização.

Dificuldades enfrentadas por ONGs

Organizações não governamentais (ONGs), como o Arboracer, relatam dificuldades em realizar plantios voluntários. A burocracia na obtenção de autorizações para plantio em áreas públicas e a falta de áreas destinadas a esse fim são apontadas como entraves. Além disso, ações de roçagem realizadas por equipes terceirizadas da prefeitura têm danificado mudas plantadas, comprometendo o trabalho das ONGs.

Falta de recursos e planejamento

A ausência de um plano municipal de arborização também impacta a destinação de recursos financeiros para o plantio de árvores. O Arboracer critica a falta de verbas para áreas verdes, contrastando com outros gastos da prefeitura. O inventário realizado apontou que a cidade possui apenas 12% de arborização em vias públicas, enquanto o ideal seria acima de 30%, sendo a região central a mais afetada, com apenas 3% de arborização.

Ações da Prefeitura

A prefeitura afirma que um plano de arborização está em desenvolvimento, com estudos e audiências públicas já realizados. A Secretaria do Meio Ambiente destaca a importância do plano e sua conexão com outros projetos ambientais. Embora a prioridade seja dada à elaboração do plano, ainda não há prazo definido para sua conclusão. A Secretaria de Infraestrutura é responsável pela fiscalização e replantio de mudas danificadas durante a roçagem, e afirma que o plantio voluntário deve ser autorizado pela Secretaria do Meio Ambiente para garantir o cumprimento das normas.

Apesar dos desafios, a situação demonstra a necessidade de um planejamento estratégico para a arborização urbana em Ribeirão Preto, garantindo a participação da sociedade e a destinação adequada de recursos para a melhoria da qualidade de vida na cidade.

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