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ONU pede investigação sobre morte de Luana dos Reis

Mulher de 34 anos teria sido espancada por PMs no dia 8 de abril, em Ribeirão Preto, quando levava o filho ao colégio
ONU pede investigação
Mulher de 34 anos teria sido espancada por PMs no dia 8 de abril, em Ribeirão Preto, quando levava o filho ao colégio

Mulher de 34 anos teria sido espancada por PMs no dia 8 de abril, em Ribeirão Preto, quando levava o filho ao colégio

A ONU Mulheres e o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos solicitaram uma investigação imparcial sobre a morte de Luana Barbosa dos Reis, de 34 anos, que teria sido agredida por policiais militares no mês anterior. A organização publicou uma nota em seu site, afirmando que a morte de Luana é um caso emblemático da prevalência e gravidade da violência racista, de gênero e lesbofóbica no Brasil.

O Contexto da Violência Racial e de Gênero

De acordo com a relatora especial da ONU sobre questões de minorias, o número de afrodescendentes mortos em ações policiais é significativamente maior do que o registrado entre a população branca no estado de São Paulo, chegando a ser três vezes maior. A família de Luana alega que ela foi agredida após se recusar a ser revistada por policiais homens durante uma abordagem.

Apuração e Punição dos Envolvidos

Luiz Carlos dos Santos, representante da Secretaria de Justiça de São Paulo, acompanhou a apuração da Polícia Militar em Ribeirão Preto e declarou à CBN que espera a punição dos seis policiais militares envolvidos. Ele mencionou a recomendação de que sejam punidos pelo inquérito militar e denunciados por crime de tortura e invasão de domicílio sem mandado judicial.

A Versão da Polícia Militar

O tenente coronel Francisco Mango argumenta que qualquer posicionamento sobre a morte de Luana é mera especulação e defende a completa apuração dos fatos. Ele ressalta a necessidade de apurar todos os crimes que possivelmente foram cometidos antes de qualquer afastamento, garantindo que o caso está sendo investigado em processo próprio da Polícia Militar.

Luana dos Reis faleceu após cinco dias de internação na unidade de emergência do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, devido a uma isquemia cerebral aguda causada por traumatismo cranioencefálico. Um laudo do IML confirmou que ela foi vítima de espancamento. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também acompanha o caso e solicitou o afastamento imediato dos policiais militares suspeitos.

A busca por justiça e a apuração completa dos fatos são cruciais para garantir que casos como o de Luana não se repitam e que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados.

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