A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (9) a operação Arara Caipira para investigar uma quadrilha suspeita de aplicar golpes utilizando dados de empresas reais em Ribeirão Preto e região. O prejuízo estimado é de ao menos R$ 2 milhões, mas pode ser maior, já que o número de vítimas ainda está sendo apurado.
Segundo as investigações, o homem apontado como líder do grupo não está no Brasil. Ele teria deixado Ribeirão Preto recentemente e viajado para a China. Até o momento, ninguém foi preso, mas houve apreensão de diversos materiais durante o cumprimento de mandados.
De acordo com a Polícia Civil, os criminosos utilizavam CNPJ e razão social de empresas idôneas para realizar compras a prazo, principalmente no setor agropecuário e de informática. Os pedidos incluíam itens como ar-condicionado, computadores e até tratores.
As mercadorias eram entregues em endereços de difícil identificação, como lotes, e depois retiradas por intermediários contratados, que faziam o transporte até o destino final dos golpistas. Após o recebimento dos produtos, os criminosos não efetuavam o pagamento dos boletos.
Esquema fraudulento
Para dar aparência de legitimidade, o grupo criava e-mails e domínios semelhantes aos das empresas vítimas e utilizava linhas telefônicas registradas em nome de terceiros. Com isso, conseguiam abrir cadastros e obter crédito junto a fornecedores. A investigação também identificou o uso de aplicativos de comunicação para negociar com empresas, além de uma estrutura organizada, com divisão de tarefas entre os integrantes da quadrilha.
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A operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão em Ribeirão Preto e Limeira. Foram apreendidos aparelhos eletrônicos, como notebooks e roteadores, além de cartões bancários e cheques. A Polícia Civil já conseguiu o bloqueio de cerca de R$ 1 milhão em bens do grupo e busca identificar mais vítimas para dimensionar o prejuízo total. As investigações continuam e novos desdobramentos não estão descartados.



