Ribeirão Preto está entre os municípios paulistas alvo da operação Aruana, deflagrada na manhã desta terça-feira pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) de Santa Catarina. A ação ocorre em parceria com a Polícia Militar Ambiental e com apoio de promotorias de Justiça.
Ao todo, são cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e 20 mandados de prisão contra 39 investigados em cinco estados, sendo eles, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia e São Paulo. No estado paulista, além de Ribeirão Preto, há diligências em Diadema, Guarulhos, Indaiatuba, Ribeira, São Bernardo do Campo, São Paulo e Sorocaba.
A investigação apura tráfico de animais silvestres, falsificação de documentos e organização criminosa. As ordens judiciais são executadas simultaneamente nas cidades envolvidas.
Animais resgatados
Até o momento, foram apreendidos 46 azulões silvestres, espécie ameaçada de extinção e com valor ilegal que pode chegar a R$ 15 mil por unidade. Também foram resgatados seis trinca-ferros, avaliados em até R$ 7 mil, um canário-do-reino e um periquito-de-colar (ring neck), ave exótica, com valor estimado entre R$ 5 mil e R$ 10 mil.
A operação ainda apreendeu dois coleiros, avaliados em cerca de R$ 1 mil cada, quatro ouriços-pigmeus, considerados exóticos, com valor aproximado de R$ 3 mil, e um macaco-prego. Segundo a Polícia, o animal nativo era oferecido por R$ 12 mil no tráfico.
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Veterinários do Conselho Regional de Medicina Veterinária acompanham a operação para orientar o manejo adequado dos animais resgatados. O material apreendido será encaminhado à Polícia Científica para perícia. As investigações seguem sob sigilo. O nome Aruana faz referência ao termo em tupi-guarani que significa sentinela na natureza, simbolizando vigilância sobre a fauna brasileira.



