Operação da Polícia Civil atua contra organização especializada em golpes digitais na região
Uma grande operação da Polícia Civil do Paraná foi deflagrada contra uma organização criminosa especializada em golpes eletrônicos e lavagem de dinheiro. Mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos em nove estados, incluindo a região de Ribeirão Preto.
Detalhes da Operação em Ribeirão Preto e Orlândia
Na região de Ribeirão Preto, foram cumpridos sete mandados de prisão e vinte de busca e apreensão. Especificamente em Ribeirão Preto, foram catorze mandados de busca e apreensão e cinco de prisão, resultando em três pessoas presas e duas foragidas. Celulares e documentos foram apreendidos para perícia. As prisões ocorreram em bairros como Ipiranga e Parque dos Lagos.
Em Serrana, um mandado de prisão não foi cumprido, com o suspeito permanecendo foragido, além de três mandados de busca e apreensão. Em Orlândia, um mandado de prisão foi cumprido, elevando o total na região para quatro presos e três foragidos. O núcleo financeiro da organização criminosa operava em Ribeirão Preto.
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O Esquema de Lavagem de Dinheiro
A quadrilha acessava contas bancárias de duas redes de postos de combustíveis do Paraná e repassava o dinheiro para laranjas, que pulverizavam os valores para dificultar o rastreamento. As redes de postos eram vítimas do esquema, com transações financeiras fraudulentas realizadas em suas contas.
Atuação e Prisões
Segundo o delegado Gabriel Fontana, a investigação é da delegacia de estelionatos de Curitiba. Em Ribeirão Preto, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e seis de prisão. Em Orlândia e Serrana, também houve mandados de busca e apreensão relacionados a mandados de prisão. O núcleo financeiro dos golpes operava em Ribeirão Preto, responsável pelo escoamento e lavagem do dinheiro.
O dinheiro subtraído das redes de postos era transferido para diversas contas, numa intrincada rede de transferências para dificultar a identificação dos destinatários. Dois dos presos em Ribeirão Preto eram responsáveis pelo escoamento do dinheiro, enquanto os outros dois eram laranjas que emprestavam suas contas em troca de pequenas quantias.
A operação se estendeu a outros estados, como Rio Grande do Sul, São Paulo e Pará. Os postos de combustíveis foram confirmados como vítimas do esquema. O valor total movimentado pela quadrilha é estimado em cerca de cinco milhões de reais.
As investigações continuam, com os itens apreendidos sendo periciados e os presos sujeitos a prisão temporária, que pode ser prorrogada. A polícia permanece nas ruas, e novos desdobramentos podem surgir.



