Ação cumpriu mandados em uma casa considerada o “QG” do esquema; grupo movimentava cerca de R$ 200 mil por semana;
A Polícia Civil cumpriu cinco mandados de busca e apreensão durante a operação realizada na cidade de Brodowski, Operação da Polícia Civil em Brodowski, com o apoio da Polícia Militar da delegacia seccional de Ribeirão Preto. A ação contou com 20 viaturas de Ribeirão Preto e cinco de Brodowski.
As investigações, que já duravam meses, revelaram que a quadrilha conseguia aplicar golpes que resultavam em perdas de cerca de R$ 200 mil por semana para as vítimas. Durante a operação, nenhum suspeito foi preso, mas foram apreendidos computadores, celulares, dinheiro e uma réplica de arma de fogo. Os mandados foram cumpridos em quatro residências de investigados, localizadas em condomínios de médio e alto padrão, e em um imóvel que funcionava como o quartel-general da quadrilha.
A polícia encontrou gravações de ligações e roteiros nos celulares apreendidos, que indicam como os golpistas agiam para enganar as vítimas. Segundo a investigação, os criminosos se apresentavam e afirmavam que a ligação tinha como objetivo confirmar uma transação bancária, geralmente em um horário próximo ao da chamada. Durante a conversa, obtinham dados pessoais e induziam as vítimas a alterar configurações em suas contas bancárias para permitir transferências via Pix para contas de terceiros.
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Detalhes da investigação: O delegado Gustavo Alves, responsável pelo caso, explicou que o objetivo é desarticular não apenas os golpistas, mas também as pessoas que emprestam contas bancárias para a prática dos crimes, que são investigadas por lavagem de dinheiro. A quadrilha utilizava diversas modalidades de golpes, incluindo o falso WhatsApp, em que se passavam por familiares, golpes contra empresas simulando compras fraudulentas, e fraudes por meio de centrais telefônicas e SMS que imitavam comunicações bancárias.
Uso de tecnologia pela quadrilha
Durante as investigações, foi descoberta uma central de operações da quadrilha, denominada “quartel-general do golpe”, onde estavam instalados notebooks com sistemas de inteligência artificial e robôs eletrônicos para disparar mensagens e realizar ligações fraudulentas.
Orientações à população: O delegado reforçou que bancos nunca ligam para clientes solicitando senhas ou dados pessoais. Em caso de ligações suspeitas, a recomendação é não fornecer informações e entrar em contato diretamente com a instituição financeira por canais oficiais para verificar a situação.
Entenda melhor
Golpes financeiros por meio de chamadas telefônicas e mensagens falsas têm se tornado cada vez mais sofisticados, utilizando roteiros e tecnologias para enganar vítimas e dificultar a identificação dos criminosos. A colaboração entre diferentes forças policiais é fundamental para desarticular essas quadrilhas.



