Uma operação da Polícia Civil, em conjunto com o Ministério Público, prendeu em Ribeirão Preto um homem apontado como um dos líderes de uma organização criminosa especializada no furto de petróleo em oleodutos. A ação faz parte da Operação Aras, que iniciou no Rio de Janeiro e se estende por outros seis estados brasileiros.
O suspeito foi detido no bairro Ribeirânia e encaminhado à Central de Polícia Judiciária. Ele segue para audiência de custódia e, posteriormente, será levado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) da cidade. Segundo a polícia, o homem já tinha antecedentes criminais e havia sido preso pelo mesmo crime em 2022.
Organização criminosa
De acordo com o delegado Diógenes Santiago, que participou da operação, o grupo atuava de forma estruturada na subtração, transporte e venda ilegal de petróleo bruto, principalmente a partir de dutos da Transpetro na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.
A investigação resultou no cumprimento de 13 mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão em sete estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina. Até o momento, seis pessoas foram presas, entre elas o suspeito localizado em Ribeirão Preto.
Segundo a polícia, o homem preso na cidade estava escondido e já era considerado um alvo prioritário da investigação por seu papel de articulação dentro da quadrilha.
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Esquema milionário
As apurações indicam que o prejuízo causado pelos desvios ultrapassa R$ 6 milhões. O esquema começava com a perfuração clandestina dos dutos, feita em áreas rurais, com proteção armada do local. Em seguida, o petróleo era rapidamente carregado em caminhões-tanque e transportado por rotas interestaduais.
O produto furtado era comercializado com o uso de notas fiscais falsas, emitidas por empresas de fachada. A polícia destaca que se trata de um crime complexo, já que o petróleo bruto precisa passar por processos caros e sofisticados de refino antes de se transformar em combustível.
Investigações em andamento
As autoridades ainda investigam quem são os responsáveis pelo refino e pela distribuição do petróleo furtado. A suspeita é de que redes de combustíveis possam estar envolvidas na cadeia ilegal, o que pode gerar novos desdobramentos da operação.
A defesa do suspeito informou, por meio de advogados que acompanharam a prisão, que não irá se manifestar neste momento. A Polícia Civil segue acompanhando o caso, que pode ter ligação com outras tentativas de furto de combustíveis já registradas na região de Ribeirão Preto.



