Depois de três dias em Bonfim Paulista, serviço atendeu a Zona Norte de Ribeirão Preto nesta sexta-feira
Dirigir em Ribeirão Preto, para muitos, se assemelha a participar de um rali constante. A qualidade do asfalto, em diversos pontos da cidade, levanta sérias preocupações sobre a segurança e os custos para os motoristas.
O Problema Crônico dos Buracos
A sensação generalizada é de que o asfalto está se deteriorando rapidamente, com buracos que parecem persistir indefinidamente. Motoristas de carros e caminhonetes correm o risco de danos aos seus veículos, enquanto ciclistas e motociclistas enfrentam perigos ainda maiores, dada a vulnerabilidade em meio a essas imperfeições viárias.
“Tapa-Buraco”: Uma Solução Paliativa?
A administração municipal mantém um serviço de “tapa-buraco”, que, segundo o engenheiro civil Edgar Curie, é uma medida insuficiente. Ele critica a prática de preencher os buracos com pedra e piche como um desperdício de recursos públicos, argumentando que o trabalho é feito de forma apressada e com materiais de baixa qualidade. “O ideal seria um estudo emergencial de cada via para uma manutenção adequada, com um projeto bem definido”, afirma Curie.
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Curie explica que o processo correto envolveria a remoção completa do asfalto danificado, a secagem da área, o controle da umidade e a aplicação de camadas de sub-leito e leito, com o devido tempo de cura. A aplicação inadequada, com a presença de água, combinada com o tráfego intenso, pode levar à deterioração acelerada e ao surgimento de novos problemas.
Recapeamento: Uma Luz no Fim do Túnel?
O secretário municipal de infraestrutura, Oswaldo Braga, reconhece as limitações do material utilizado no “tapa-buraco”. Ele admite que a solução é frágil e não resolve o problema do asfalto deteriorado. Em contraste, um serviço de recapeamento foi iniciado em Bomfim Paulista e no Ipiranga, com um investimento de mais de 12 milhões de reais para recuperar cerca de 50 quilômetros de vias em 12 bairros.
Braga esclarece que os custos de recapeamento são estabelecidos pelo governo federal, com base em normas e cálculos de metro cúbico de massa asfáltica utilizada. O material empregado no recapeamento, o CBUQ (concreto betuminoso usinado a quente), é o mesmo utilizado na construção de rodovias. A previsão é que a operação de recapeamento continue por mais alguns meses.
Embora o recapeamento represente um avanço, a extensão limitada do projeto, em comparação com a vasta malha viária da cidade, levanta questões sobre a abrangência e a efetividade a longo prazo das intervenções.



