Segundo a investigação, essas pessoas fazem parte da mesma família; grupo movimentou mais de R$ 60 milhões na região
Uma operação conjunta do Ministério Público, Operação em Ribeirão e Franca prende, por meio do Gaeco, e da Polícia Militar do Estado de São Paulo resultou na prisão de 16 pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha de agiotas que atuava na região de Franca e Ribeirão Preto. Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de prisão temporária, além de 20 mandados de busca.
As investigações, iniciadas no final de 2022, revelaram que a organização criminosa emprestava dinheiro com juros abusivos, movimentando mais de 60 milhões de reais. Parte do lucro era reinvestida no negócio familiar, enquanto outra parte era lavada por meio de empresas de fachada e aquisição de veículos de luxo.
Na primeira fase da operação, sete pessoas já haviam sido condenadas. As novas prisões incluem integrantes ligados a esses primeiros suspeitos, entre eles um policial civil. As investigações também apontaram agressividade nas cobranças, com ameaças de assassinato.
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Detalhes da operação: Foram cumpridos 17 mandados de prisão, dos quais 15 pessoas foram localizadas e presas, enquanto duas estão sendo monitoradas. A ação contou com o apoio da força tática de Franca e do Baep de Ribeirão Preto.
Durante as buscas, foram apreendidos cheques, celulares, anotações relacionadas à atividade criminosa e armas de fogo, incluindo dois revólveres calibres 32 e 38, além de uma pistola 9 milímetros.
Próximos passos: Os presos estão sendo ouvidos na Central de Polícia Judiciária. Alguns podem responder por prisões em flagrante relacionadas à posse das armas e à apreensão de dinheiro em espécie.
Contexto da investigação: Mesmo com os principais integrantes da quadrilha já detidos, a organização continuava operando na região, o que motivou a segunda fase da operação Castelo de Areia. O Ministério Público deve divulgar mais detalhes sobre o funcionamento do esquema.
Informações adicionais
Não foram divulgados detalhes sobre a identidade dos suspeitos foragidos nem o valor exato do dinheiro apreendido durante a operação.



