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Operação Octopus busca pelo principal suspeito de ser líder de organização criminosa sediada em Ribeirão

Em sete anos, a quadrilha movimentou R$22 bilhões de forma ilegal, segundo o MP; operação já prendeu 36 pessoas e itens de valor
organização criminosa
Em sete anos, a quadrilha movimentou R bilhões de forma ilegal, segundo o MP; operação já prendeu 36 pessoas e itens de valor

Em sete anos, a quadrilha movimentou R$22 bilhões de forma ilegal, segundo o MP; operação já prendeu 36 pessoas e itens de valor

A Operação Óctopus, deflagrada pela Polícia Federal, resultou na prisão de 36 pessoas acusadas de envolvimento em uma organização criminosa sediada em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. A quadrilha, em atividade há sete anos, é suspeita de lavagem de dinheiro e sonegação de impostos, movimentando cerca de 22 bilhões de reais de forma ilegal, segundo o Ministério Público Federal.

Prisões e Papéis na Organização

Entre os presos estão Sebastião Fagundes Gouveia Filho, com papel fundamental no esquema, e Ilhan Carvalho Caldano, apontado como laranja da organização. Gouveia Filho, de 73 anos, morador de um condomínio de luxo na zona sul, já havia sido preso por ser contador de empresas fantasmas e responde a outros processos criminais. Caldano, que declarou renda mensal de R$ 3 mil, movimentou mais de R$ 1 milhão em sua conta entre julho e outubro de 2018. Ele já havia sido preso em 2020 na Operação Shark Attack.

Esquema de Lavagem de Dinheiro

A investigação, com mais de 7 mil páginas, detalha a estrutura da quadrilha, dividida em núcleos: central, bancário, de empresários, de empresas de fachada e contábil. O núcleo contábil, do qual Gouveia Filho fazia parte, era responsável pela criação de empresas fantasmas para lavar dinheiro. A quadrilha utilizava empresas de fachada para comprar produtos eletrônicos e de informática sem impostos, revendendo-os com alta lucratividade.

A operação contou com a participação da Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público Federal. A investigação aponta que os integrantes da quadrilha movimentaram mais de 200 milhões de reais com lavagem de dinheiro e financiamento do tráfico de drogas. As defesas dos acusados alegam irregularidades no processo ou aguardam acesso aos autos para se manifestar.

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