Promotor do Gaeco, Fernando Melega, explica como as investigações começaram; ao todo, foram cumpridas 32 ordens judiciais
Nesta quarta-feira (data), uma operação conjunta entre o Grupo de Atuações Especiais de Combate ao Crime Organizado (GAECO), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) resultou na prisão de cinco pessoas em Franca e cidades vizinhas. A operação, denominada “Piratas do Agro”, cumpriu oito mandados de prisão temporária e 24 de busca e apreensão.
Prisões e Apreensões
As ações ocorreram em Franca, Ribeirão Preto, Cristais Paulista e Guará, com o apoio de um helicóptero da polícia. Entre os presos, havia uma mulher grávida que passou mal e precisou de atendimento médico. Um dos suspeitos tentou fugir em uma camionete, mas foi detido. Durante as buscas, foram apreendidas armas, munições de fuzil 5.56 e uma grande quantidade de agrotóxicos falsificados. O material apreendido foi encaminhado para a sede do GAECO em Franca.
Investigação e Desdobramentos
As investigações tiveram início em 2020, com a apreensão de cargas de agrotóxicos adulterados. Segundo o promotor do GAECO, Fernando Melega, as empresas envolvidas eram de fachada, sem estrutura para a atividade e com notas fiscais falsas. A quadrilha atuava de forma organizada, com diferentes núcleos responsáveis pela falsificação, produção de embalagens e distribuição dos produtos. Os locais utilizados como laboratórios clandestinos e gráficas foram identificados e lacrados. O IBAMA participou da operação para o tratamento e destinação correta dos produtos apreendidos, considerando os riscos ambientais envolvidos.
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Impacto e Consequências
A operação “Piratas do Agro” desarticulou uma organização criminosa que atuava na falsificação e venda ilegal de agrotóxicos, causando prejuízos financeiros e danos ambientais. As investigações devem continuar, com a possibilidade de novas prisões e apreensões. O bloqueio de bens dos investigados visa inibir novas ações criminosas e permitir o ressarcimento de danos. A operação demonstra a importância da cooperação entre diferentes órgãos para combater o crime organizado e proteger a população e o meio ambiente.



