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Operação Sevandija investiga fraudes na política ribeirão-pretana

Repórter Rodrigo Prioli faz resumo do caso, que apura irregularidades na Prefeitura, Câmara, Daerp, Coderp e com empresários
fraudes políticas Ribeirão Preto
Repórter Rodrigo Prioli faz resumo do caso, que apura irregularidades na Prefeitura, Câmara, Daerp, Coderp e com empresários

Repórter Rodrigo Prioli faz resumo do caso, que apura irregularidades na Prefeitura, Câmara, Daerp, Coderp e com empresários

Investigação da Polícia Federal em Ribeirão Preto: Desdobramentos de um Esquema de Corrupção

A operação da Polícia Federal (PF) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Ribeirão Preto, iniciada na manhã desta quarta-feira, resultou em prisões, conduções coercitivas e apreensões de documentos e valores em espécie. As investigações, que começaram em julho de 2022, focaram inicialmente em fraudes na aquisição e manutenção de catracas para escolas municipais, com prejuízo estimado em R$ 26 milhões. O esquema, no entanto, se mostrou muito mais amplo, envolvendo diversas áreas da administração municipal.

Fraudes em Órgãos Públicos e o Papel da Coderp

As investigações se aprofundaram, revelando fraudes na Coderp (Companhia de Desenvolvimento de Ribeirão Preto) e na Daerp (Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto). A Coderp, apesar de não receber repasses diretos de recursos públicos, foi utilizada como intermediária para desviar verbas por meio de contratos com dispensa de licitação. Esses contratos, com objetos genéricos, permitiam que recursos públicos chegassem à companhia, para posterior abertura de licitações fraudulentas para terceirização de mão de obra. A investigação apontou que a maioria dos funcionários admitidos por essas empresas eram indicados por agentes públicos, especialmente vereadores, em troca de apoio político ao governo municipal na Câmara.

A Extensão da Rede de Corrupção e os Próximos Passos

A operação também revelou a participação de escritórios de advocacia no esquema, com cerca de R$ 40 milhões desviados. As investigações apontam para a existência de quatro grupos criminosos atuando na administração municipal. Um deles, descoberto incidentalmente, envolve a exigência de propina para liberação de honorários advocatícios referentes a um acordo judicial de 2012, envolvendo R$ 800 milhões. A Polícia Federal apreendeu R$ 320 mil em espécie (dólares, euros e reais) e 12 veículos de luxo. A prefeita Darci Vera, embora não seja investigada pelo Ministério Público por ter foro privilegiado, deve prestar depoimento em breve. As investigações continuam para apurar a extensão total do esquema e identificar todos os envolvidos.

Em resumo, a operação expôs uma complexa rede de corrupção em Ribeirão Preto, com ramificações em diversos setores da administração pública. A apreensão de documentos e valores, além das prisões e conduções coercitivas, demonstra a gravidade dos crimes investigados e a necessidade de aprofundamento das investigações para que todos os responsáveis sejam responsabilizados.

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