Deputado federal fazia parte do esquema de cabides de emprego na Prefeitura de Ribeirão Preto
Escutas telefônicas autorizadas pela justiça revelam detalhes de um esquema de indicações políticas na Prefeitura de Ribeirão Preto.
Pressão por Indicados
Conversa entre Laír Lucchese Jr., então secretário municipal da Casa Civil, e Fernando Desideri, assessor do deputado federal Baleia Roce (PMDB), expõe a interferência política na administração municipal. Desideri ameaça suspender repasses de verbas federais caso continuem as demissões de pessoas indicadas pelo deputado. Lucchese confirma que as demissões foram interrompidas, mas Desideri demonstra irritação, afirmando que a interrupção das demissões pode afetar o repasse de verbas para o município.
Ameaças e Suspensão de Verbas
A conversa revela a pressão por parte de Baleia Roce sobre a prefeita Dárcy Vera. Desideri demonstra irritação com a prefeita, relatando que ela solicitou a liberação de R$ 540 mil, mas que ele já bloqueou os valores e que não entrará mais nenhum recurso na administração municipal. Ele cita a Cohab, Coderpe e a Secretaria Municipal de Infraestrutura como órgãos que o contatam constantemente cobrando a liberação de verbas de Brasília. Desideri classifica a pressão do governo Dárcy Vera como terrorismo.
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Investigação e Envolvimento de Verbas Federais
A investigação da Polícia Federal, em conjunto com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), aponta que o desvio de dinheiro público na Prefeitura de Ribeirão Preto envolve verbas federais e influência política em Brasília. As escutas telefônicas contribuem para elucidar o envolvimento de políticos e a pressão por indicações políticas na administração municipal, explicando em parte a participação da Polícia Federal e do Gaeco na operação Cevandija.



