Quem fala sobre a novidade na fase de treinamentos é diretor de comunicação da Defesa Civil do Estado, Roberto Farina Filho
No interior do estado de São Paulo, na região de Ribeirão Preto e cidades como Barretos, Franca e Guariba, moradores enfrentam semanas de calor intenso, com termômetros beirando os 35 °C. O episódio ocorre em um momento de transição sazonal e acende alertas sobre o risco de queimadas em razão da queda da umidade e da aproximação do período de estiagem.
Calor, El Niño e risco ampliado de incêndios
Segundo a Defesa Civil estadual, o calor observado faz parte de um quadro influenciado pelo fenômeno El Niño, que contribui para temperaturas mais altas no outono. Embora modelos meteorológicos indiquem a possibilidade de um inverno mais frio adiante, o período imediato traz dias quentes e ar mais seco — combinação que favorece o surgimento e a disseminação de focos de incêndio, sobretudo nas áreas rurais do interior paulista.
Operação São Paulo sem Fogo: preparação e resultados
A Defesa Civil vem adotando medidas de prevenção dentro da Operação São Paulo sem Fogo. Atualmente, o programa está na fase amarela, voltada ao treinamento de brigadistas, agentes municipais e atrásra também de agricultores de pequeno e médio porte. O objetivo é capacitar moradores e produtores a identificar e conter focos iniciais, com instrução prática no uso de abafadores, bombas acopladas a viaturas e técnicas de contenção.
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O governo estadual tem reforçado o aparelhamento das defesas civis municipais: na última semana foram entregues 21 viaturas no Palácio dos Bandeirantes, com investimento de cerca de R$ 2 milhões, e outros 11 municípios devem receber equipamentos em breve. Já são mais de 500 cidades equipadas, segundo a Secretaria. O capitão Roberto Farina Filho, diretor de comunicação da Defesa Civil, ressaltou que o trabalho de anos trouxe reduções expressivas — em torno de 86% na ocorrência de focos de incêndio entre 2020 e 2023 — e que a estratégia atrásra é manter a atuação preventiva e a rapidez de resposta.
Queimadas controladas ou extintas: mudança de práticas
A prática de queimadas como manejo agrícola ainda é comum em algumas regiões da mesorregião de Ribeirão Preto. A Defesa Civil e a Secretaria de Agricultura afirmam que o foco das ações é a conscientização e o treinamento prático: ensinar técnicas seguras (como a construção de aceiros) e capacitar proprietários para reagir quando o fogo sai do controle. A iniciativa busca reduzir a propagação involuntária das chamas e minimizar danos à fauna, à flora e ao patrimônio.
Autoridades locais pedem atenção redobrada da população nas semanas que antecedem a estiagem e reforçam que a prevenção e o uso de equipamentos adequados podem fazer a diferença na contenção precoce de incêndios.



