Vereadores têm o papel de fiscalizar o poder Executivo; ouça o comentário na coluna ‘De Olho na Política’
O Brasil possui 11 municípios onde todos os eleitos pertencem ao mesmo partido político. A maior parte dessas cidades está localizada na região Nordeste. Embora esse fenômeno seja pouco expressivo em termos nacionais, Oposição e base, ele chama atenção por indicar uma possível concentração de poder partidário local.
Segundo Bruno Silva, analista político, Oposição e base, essa situação pode ser resultado de um cálculo estratégico dos dirigentes partidários, que estruturam suas listas de candidatos de forma a dominar o cenário político local. A ausência de representantes de outros partidos sugere que eles não conseguiram obter votos suficientes para conquistar cadeiras, o que compromete a diversidade política e a competição democrática.
Esse domínio partidário pode impactar negativamente a gestão municipal, especialmente porque a falta de oposição no legislativo facilita a atuação do prefeito, que pode governar sem questionamentos ou fiscalização efetiva. A presença de vereadores é fundamental para acompanhar e fiscalizar as ações do executivo, garantindo o debate e o aprimoramento das políticas públicas.
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Distribuição partidária em Ribeirão Preto
Em contraste, a Câmara Municipal de Ribeirão Preto apresenta uma composição mais diversificada. Nas eleições recentes, o MDB aumentou sua representação de três para cinco cadeiras, o PL dobrou de duas para quatro, e o PT passou de duas para três cadeiras. Outros partidos, como PSD, PP, Republicanos, PSDB, União e PDT, tiveram variações em seus números de representantes.
Essa diversidade partidária proporciona um ambiente político mais competitivo e plural, o que contribui para um processo legislativo mais equilibrado. O prefeito eleito, Ricardo Silva (PSD), contará com uma base de sustentação estruturada, mas também enfrentará um cenário político que exige negociações e diálogo com diferentes forças.
Consequências para a democracia local: A ausência de oposição em municípios onde um único partido domina pode enfraquecer a democracia local, reduzindo o debate político e a fiscalização do executivo. Isso pode levar a uma gestão menos transparente e menos responsiva às demandas da população.
Por outro lado, a diversidade partidária, como observada em cidades maiores ou com eleições mais competitivas, tende a fortalecer o processo democrático, promovendo a pluralidade de ideias e a responsabilidade dos governantes.
Informações adicionais
Os dados mencionados sobre a composição da Câmara de Ribeirão Preto referem-se às eleições mais recentes e refletem as mudanças no número de cadeiras por partido. Não foram divulgados dados específicos sobre os 11 municípios com domínio de um único partido, como seus nomes ou números exatos de vereadores.