Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais defende que governantes se adaptem ao plano, e não o contrário
Estudo apresentado em Ribeirão Preto defende planejamento de longo prazo para cidades
Planejamento de longo prazo: a chave para cidades mais humanas
Um estudo de três anos realizado pelo Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais (IPSIQUE) propõe um novo modelo de planejamento urbano para Ribeirão Preto e outras cidades. A pesquisa, que utilizou metodologias inovadoras desenvolvidas por professores norte-americanos do Instituto de Massachussetts, argumenta que o planejamento municipal deve transcender os mandatos de quatro anos dos governos locais.
O Projeto “Seja Comunidade”: repensando a vida urbana
De acordo com Lilian Rodrigues de Oliveira Rosa, doutora em administração e história, e vice-presidente do IPSIQUE, o planejamento urbano precisa ser um “projeto de cidade”, com visão de médio e longo prazo. A iniciativa, batizada de “Seja Comunidade”, surgiu após uma pesquisa qualitativa e quantitativa que identificou a perda da vida em comunidade e a fragmentação urbana como problemas centrais. A pesquisa observou a formação de “pequenas cidades dentro das cidades”, com relações sociais enfraquecidas.
Cooperação e disponibilização do estudo
Cerca de 180 gestores e profissionais liberais participaram do seminário em Ribeirão Preto, onde o estudo foi apresentado. O projeto gerou 380 páginas de informações, que serão disponibilizadas no site ypsykiarrobaypsyki.com.br para consulta e utilização por outros municípios. A proposta enfatiza a criação de redes de cooperação como um modelo para solucionar os desafios urbanos.
O estudo destaca a necessidade de um planejamento urbano que considere as necessidades imediatas, mas também as estratégias de médio e longo prazo, reconhecendo que transformações em áreas como educação e meio ambiente exigem ações contínuas ao longo de décadas. A pesquisa contribui para um debate crucial sobre o desenvolvimento urbano sustentável e a importância da participação comunitária na construção de cidades mais justas e inclusivas.



