Problema é ocasionado pelo acúmulo de estresse; psicólogo Carlos Eduardo Lopes analisa o transtorno mental
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a síndrome de burnout como uma doença ocupacional, a partir de janeiro de 2024. Essa decisão traz à tona um problema muitas vezes ignorado: o esgotamento profissional.
O que é Burnout?
Burnout, que significa literalmente “queimar-se”, é um estado de esgotamento físico e mental causado pelo estresse crônico no trabalho. A classificação pela OMS como doença ocupacional é uma mudança significativa, pois antes era vista como um problema de saúde mental individual. Agora, a responsabilidade recai sobre as condições de trabalho e não apenas sobre o trabalhador.
Sintomas e Acompanhamento
Os sintomas do burnout se desenvolvem gradualmente e podem incluir irritabilidade, agressividade, insônia, ansiedade, desânimo e problemas físicos como dores de cabeça e problemas digestivos ou circulatórios. O tratamento pode envolver terapia, medicação em casos mais graves e mudanças de hábitos, como a prática de exercícios físicos, atividades de lazer e fortalecimento das relações sociais. Empresas também têm um papel importante, oferecendo intervalos para descanso e atividades que aliviem a tensão do trabalho.
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Prevenção e Cuidados
A prevenção do burnout exige atenção tanto do indivíduo quanto das empresas. Para o trabalhador, é crucial estabelecer limites entre a vida pessoal e profissional, buscar atividades que promovam o bem-estar e pedir ajuda profissional quando necessário. As empresas devem criar um ambiente de trabalho saudável, com carga de trabalho equilibrada e oportunidades para o descanso e o desenvolvimento pessoal dos funcionários. O reconhecimento da síndrome de burnout como doença ocupacional é um passo importante para a conscientização e para a promoção de ambientes de trabalho mais saudáveis e produtivos.



