Nutricionista Cristina Trovó explica quais as novas recomendações e alerta para o risco da utilização de forma prolongada
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou novas diretrizes sobre o uso de adoçantes sem açúcar, recomendando que eles não sejam utilizados para controlar o peso. Estudos sugerem que o uso prolongado desses adoçantes não traz benefícios a longo prazo na redução de gordura corporal e pode aumentar o risco de diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.
Adoçantes e o aumento de peso
O aumento do consumo de produtos diet e light se correlaciona com o crescimento do sobrepeso e da obesidade na população. O uso de adoçantes diminui a sensação de saciedade, levando ao consumo excessivo de alimentos. Além disso, eles alteram as papilas gustativas, intensificando o desejo por sabores doces e tornando o paladar para alimentos naturais menos atraente.
Alternativas ao açúcar e adoçantes
A nutricionista Cristina Trovó destaca que a melhor estratégia é reduzir o consumo de açúcar e adoçantes, optando por alternativas como frutas, canela e especiarias para adoçar alimentos. Para diabéticos, a orientação é diferente, devendo-se buscar orientação médica individualizada. A indústria de alimentos também é chamada a atenção para a necessidade de informar claramente a presença de adoçantes nos rótulos, evitando a substituição do açúcar por quantidades excessivas de adoçantes.
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Dicas para controlar a vontade de doce
Para controlar a vontade de doces, a nutricionista recomenda uma alimentação equilibrada a cada três horas, além de alternativas como frutas assadas com canela ou outras especiarias. Diminuir gradualmente o consumo de açúcar e adoçantes permite que o paladar se adapte aos sabores naturais dos alimentos. O consumo regular de refrigerantes zero também não é recomendado, pois os adoçantes podem afetar a microbiota intestinal e a sensação de saciedade.