Estado de São Paulo é apontado pela OPAS como área de atenção; são 131 casos em humanos em 2025
A febre amarela voltou a preocupar as autoridades de saúde. Nos três primeiros meses de 2024, foram registrados 131 casos confirmados em humanos, resultando em 53 mortes, segundo a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), que emitiu alerta epidemiológico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que esse número é mais que o dobro do registrado em 2023.
Entendendo a gravidade da febre amarela
A médica infectologista Renata Zorgete Manganaro de Oliveira explica que, embora a febre amarela geralmente apresente sintomas leves, de 5% a 10% dos casos podem se tornar graves e fatais. O vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti (ciclo urbano), causa uma intensa replicação viral e liberação de citocinas inflamatórias, que o organismo pode não conseguir controlar.
Fatores que contribuem para o aumento de casos
A médica destaca a influência das mudanças climáticas, com o aquecimento global acelerando o ciclo de vida dos mosquitos. Alterações nos padrões de chuva e temperatura criam ambientes propícios para a proliferação do Aedes aegypti. O desmatamento, a expansão da fronteira agrícola e a construção de infraestruturas também contribuem para a migração dos mosquitos da área silvestre para a urbana, aumentando o risco, principalmente em regiões populosas como o estado de São Paulo.
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Prevenção por meio da vacinação
A vacinação é a principal forma de prevenção. A vacina, com vírus atenuado, deve ser tomada a partir dos nove meses de idade, com reforço aos quatro anos. Uma dose única na vida é suficiente. Mesmo quem não tomou na infância pode se vacinar na fase adulta. A vacinação previne formas graves da doença, podendo até mesmo torná-la assintomática ou com sintomas leves, confundindo-se com outras viroses. Em caso de dúvida sobre a vacinação, procure um posto de saúde para verificar seu histórico vacinal. A prevenção é fundamental para controlar o avanço da febre amarela.



