Campanha busca a conscientização e a superação do modelo que trata pessoas deficientes como objetos de caridade
Neste Dia Nacional da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, o movimento liderado pela Organização Síndrome de Down Internacional e entidades nacionais promove a conscientização e a superação do modelo que vê pessoas com deficiência como sinônimo de caridade, dependentes de apoio externo. Em Ribeirão Preto, instituições como a FADA orientam pais para que seus filhos, mesmo com Síndrome de Down, desenvolvam autonomia.
Desafios e Preconceitos
O principal desafio para pessoas com Síndrome de Down reside na barreira atitudinal e no preconceito. Muitas vezes, são vistas como incapazes, sem talento ou autonomia. Sheila Dutra, presidente da FADA e mãe de uma jovem com Síndrome de Down, destaca que as pessoas com Síndrome de Down não são mais limitadas que outras, mas são limitadas pelos outros e pelos espaços disponíveis.
Conquistas e Empoderamento
A filha de Sheila, Ana Luísa, exemplifica o potencial das pessoas com Síndrome de Down. Ana Luísa é auxiliar de cabeleireira certificada, maquiadora, produz terrários e estuda design de joias e moda. Seu sucesso demonstra que, com oportunidades e apoio adequados, é possível alcançar grandes conquistas.
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O Trabalho da FADA
A FADA, fundada por Sheila, atua no acolhimento e empoderamento familiar. Em 18 anos, atendeu mais de duas mil famílias, oferecendo suporte essencial em um momento em que muitas mães recebem a notícia do diagnóstico com desespero e falta de informação. A FADA luta por direitos e equiparação de oportunidades, não por privilégios, promovendo a dignidade e inclusão de pessoas com Síndrome de Down.
O Dia Nacional da Síndrome de Down, presente no calendário oficial da ONU, reforça a importância de focar na autonomia e no potencial dessas pessoas, mostrando o que elas podem fazer, e não o que não podem. A luta pela inclusão e superação de barreiras atitudinais continua.



