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Organizadores de show com queda de camarote têm 10 dias para responder MP

Ministério Público quer explicações sobre condições do camarote e presença de menores desacompanhados no local
queda de camarote
Ministério Público quer explicações sobre condições do camarote e presença de menores desacompanhados no local

Ministério Público quer explicações sobre condições do camarote e presença de menores desacompanhados no local

Um desabamento de camarote durante um show da dupla Jorge e Mateus em Franca, interior de São Paulo, deixou 22 pessoas feridas na madrugada de sábado para domingo. O incidente ocorreu por volta das 3h40, após o término da apresentação principal, enquanto um DJ se apresentava. Vítimas relataram à imprensa local que o camarote estava balançando e superlotado antes do desabamento.

Investigação em Andamento

O Ministério Público investiga as causas do acidente e apura a responsabilidade dos organizadores. Uma das principais questões é se as normas de segurança foram cumpridas. A promotoria também investiga a presença de adolescentes desacompanhados no evento, apesar de uma proibição estabelecida em termo de ajustamento de conduta (TAC) assinado pelos organizadores antes do show. Um menor de idade estava entre os feridos.

Termo de Ajustamento de Conduta e Irregularidades

O TAC previa a proibição da entrada de menores desacompanhados e o acesso restrito deles ao camarote e à área VIP com open bar. O Ministério Público deu aos organizadores 10 dias para apresentar defesa. A multa por irregularidade constatada é de R$ 3.000,00 por item descumprido. O promotor Anderson Ogrizio explicou que o Ministério Público já havia se reunido com os organizadores em dezembro para estabelecer o acordo, visando evitar problemas com menores.

Os organizadores lamentaram o ocorrido, afirmaram ter prestado socorro imediato às vítimas e alegaram ter cumprido todas as normas de segurança, aguardando o resultado da perícia para esclarecer as causas do desabamento. Quanto à entrada de menores, a organização afirma ter realizado fiscalização e exigido documentação na portaria. A investigação do Ministério Público deve apontar as responsabilidades pelo incidente.

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