Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
A Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto (OSRP) enfrenta uma das maiores crises de sua história. Em protesto contra os salários atrasados e o não pagamento de direitos trabalhistas, os músicos realizaram um ato de silêncio durante os concertos recentes, permanecendo de braços cruzados por um minuto, em sinal de indignação.
A Crise Financeira da Orquestra
Reginaldo Nascimento, maestro adjunto da OSRP, relata que a orquestra está com quatro meses de salários atrasados, incluindo novembro, dezembro, o 13º salário de 2024 e março de 2015. Essa situação é resultado da baixa arrecadação, que impede a orquestra de manter suas atividades. O maestro entende que a crise da orquestra é um reflexo da crise econômica que o país enfrenta.
Impacto da Suspensão do Repasse Municipal
A Prefeitura Municipal, que antes repassava R$ 400 mil anuais para a orquestra, suspendeu esse repasse em 2015. Embora a orquestra reconheça o apoio histórico da prefeitura, ela ressalta que a OSRP sobrevive principalmente de patrocínios, incluindo os obtidos através da Lei Rouanet, de empresas e de sócios. Atualmente, o número de sócios é baixo, e a orquestra busca aumentar essa base de apoio.
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Como Ajudar a Orquestra Sinfônica
Para reverter a situação, a orquestra apela à comunidade. Aumentar o número de sócios é crucial: com cinco mil sócios contribuindo com R$ 60 por mês (R$ 2 por dia), a orquestra teria condições de manter suas atividades. Empresas também podem contribuir através da Lei Rouanet ou do ProAc. O maestro Nascimento enfatiza que a orquestra é um patrimônio cultural histórico de Ribeirão Preto, um produto do povo e para o povo, e que a consciência e o apoio da comunidade são essenciais para sua sobrevivência.
A OSRP convida a todos a se tornarem sócios e contribuírem para a manutenção desse importante patrimônio cultural. Informações sobre como ajudar podem ser obtidas pelo telefone (31) 08932 ou no site www.sinfonicaderibeirao.org.br.
A continuidade da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto depende do engajamento da comunidade em reconhecer seu valor e contribuir para sua sustentabilidade.


