Entenda, na coluna ‘CBN Nutrição’, a relação do consumo de embutidos com doenças crônicas como diabetes, hipertensão e obesidade
Neste Giro, discutimos a longevidade e o papel crucial da alimentação para uma vida longa e saudável. Dietas ricas em alimentos processados estão associadas ao aumento de doenças crônicas como diabetes, hipertensão, cardiopatias e obesidade. Conversamos com a nutricionista Cristina Trovó sobre como uma alimentação balanceada contribui para uma vida mais longa e saudável.
Dieta Mediterrânea: Alicerce para a Longevidade
Cristina destaca a dieta mediterrânea como a melhor opção para promover a longevidade. Seus principais componentes são a chave para uma vida mais longa e saudável.
Alimentos-Chave da Dieta Mediterrânea
A dieta mediterrânea se caracteriza pelo consumo de cereais integrais (como arroz integral e aveia), azeite de oliva extra virgem ou virgem, castanhas e sementes (como a semente de abóbora). A nutricionista ressalta a importância da substituição do arroz branco pelo integral e a inclusão da aveia na dieta brasileira. O azeite de oliva, por ser uma gordura de boa qualidade, contribui para a prevenção de cardiopatias. O consumo de castanhas e sementes também é fundamental, apesar de muitas vezes serem negligenciadas.
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Sobre o sal integral, Cristina explica que, embora menos processado que o sal refinado, deve ser consumido com moderação, principalmente por hipertensos. O sal de ervas é uma alternativa interessante para reduzir o consumo de sódio. A nutricionista desmistifica a ideia de que o sal integral deva ser consumido diariamente com água, enfatizando a necessidade de individualização do consumo de sal, dependendo das necessidades e condições de saúde de cada pessoa. Quanto à gordura do porco caipira, ela classifica como gordura saturada, devendo ser consumida em pequenas quantidades (cerca de 10% do total de gordura consumida diariamente).
Mudanças Graduais para uma Vida Mais Saudável
Para quem busca mudar a alimentação visando a longevidade, Cristina aconselha mudanças graduais, reduzindo o consumo de alimentos ultraprocessados e processados, e aumentando o consumo de alimentos naturais, priorizando o preparo de refeições caseiras. Um estudo com mais de 30 mil pessoas mostrou que oito hábitos saudáveis praticados ao longo de 40 anos podem aumentar significativamente a expectativa de vida (24 anos para homens e 23 anos para mulheres). Esses hábitos incluem: não fumar, praticar atividade física, cultivar boas relações sociais, evitar o abuso de álcool, dormir bem, manter uma dieta saudável, controlar o estresse e evitar vícios e medicamentos opióides. Mudanças bruscas de hábitos podem causar estresse, tornando as mudanças graduais mais eficazes e sustentáveis a longo prazo.
Em resumo, a adoção de uma dieta mediterrânea, combinada a um estilo de vida saudável, contribui significativamente para uma vida mais longa e com melhor qualidade. A chave está em mudanças consistentes e graduais, focadas em hábitos duradouros.