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Os crimes pela internet

Edmo Bernardes recebe o advogado Luiz Augusto D'Urso, especialista em crimes cibernéticos, para debater o tema
Os crimes pela internet
Edmo Bernardes recebe o advogado Luiz Augusto D'Urso, especialista em crimes cibernéticos, para debater o tema

Edmo Bernardes recebe o advogado Luiz Augusto D’Urso, especialista em crimes cibernéticos, para debater o tema

O programa Bastidor, da CBN, Os crimes pela internet, abordou neste sábado os crimes cibernéticos, com a participação do advogado especialista em cibersegurança Luiz Augusto Durso. Ele destacou que os golpes na internet afetam uma grande parte da população e que os crimes relacionados ao INSS são exemplos claros dessa problemática.

Fraudes no INSS e vazamento de dados

Durso explicou que os criminosos utilizam fotos e dados pessoais de redes sociais para validar processos fraudulentos no INSS, Os crimes pela internet, especialmente para aplicar golpes como descontos indevidos e empréstimos consignados não autorizados. O acesso ao sistema ocorre principalmente pelo aplicativo Meu INSS, que, apesar dos avanços em segurança, ainda apresenta vulnerabilidades exploradas por criminosos. O especialista ressaltou que o Ministério da Economia planeja implementar tecnologias como reconhecimento facial para aumentar a segurança.

Ele também comentou sobre o conhecido vazamento de dados do INSS, que permitiu que empresas parceiras tivessem acesso indevido a informações pessoais dos aposentados, facilitando ofertas abusivas de empréstimos consignados com altas taxas de juros, caracterizadas como propaganda enganosa.

Vazamento de dados e riscos para os consumidores: O advogado destacou que, quando uma empresa sofre vazamento de dados, ela tem a obrigação legal de informar os titulares afetados. Esses dados podem ser usados tanto por empresas para fins de marketing quanto por criminosos para aplicar golpes, como ligações e mensagens falsas que simulam centrais de atendimento bancário, visando obter informações pessoais ou induzir à instalação de aplicativos maliciosos.

Durso explicou que os criminosos utilizam técnicas de engenharia social, estudando as vítimas para tornar as fraudes mais convincentes. Os dados vazados podem incluir informações pessoais, números de cartão de crédito e até salários de funcionários públicos.

Cuidados ao realizar compras online

O especialista alertou para os cuidados ao fornecer dados pessoais em compras pela internet. Embora seja necessário informar nome, CPF, endereço e dados do cartão para concluir a compra, o armazenamento dessas informações pelas empresas deve ser minimizado. Sempre que possível, recomenda-se não salvar os dados para futuras compras, evitando riscos em caso de vazamento ou roubo do dispositivo.

Desafios na segurança pública e educação digital: Durso ressaltou que o setor público enfrenta dificuldades para investir adequadamente em cibersegurança devido à percepção da população sobre gastos públicos em tecnologia. Isso gera vulnerabilidades que podem afetar serviços essenciais, como hospitais e transporte público, em caso de ataques cibernéticos.

Além disso, ele destacou a falta de educação digital adequada no Brasil, que contribui para a vulnerabilidade dos usuários, tanto mais velhos, que não nasceram no mundo conectado, quanto mais jovens, que desconhecem os riscos reais. A combinação de alta conectividade com pouca consciência sobre segurança facilita o aumento dos crimes cibernéticos.

Golpes comuns e uso indevido de imagens: Entre os golpes mais comuns, Durso citou as pirâmides financeiras, que atraem vítimas com promessas de alta rentabilidade, incluindo celebridades e influenciadores digitais. Ele também mencionou o uso indevido da imagem de pessoas famosas para dar credibilidade a fraudes, como sorteios falsos e vendas fraudulentas na internet.

O advogado enfatizou que, embora a internet ofereça muitos benefícios, é fundamental estar atento aos riscos e adotar medidas de segurança para evitar prejuízos.

Informações adicionais

O especialista reforçou a importância do investimento em cibersegurança, treinamento de funcionários e conscientização dos usuários para minimizar os riscos dos crimes cibernéticos. Ele também destacou que a legislação de proteção de dados obriga as empresas a notificarem os consumidores em caso de vazamento, mas a prevenção e a educação são essenciais para reduzir as vítimas.

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