Maristela Araújo recebe o cardiologista, professor e escritor, Fernando Nobre, autor do livro “O homem médico”
Neste sábado, o programa Respire e Longevidade, da CBN, recebeu o Dr. Fernando Nobre, cardiologista especialista em hipertensão e escritor, para discutir a prática médica humanizada e a longevidade.
A Medicina como Vocação
O Dr. Nobre, autor do livro Homem-médico, um romance que aborda a medicina, ressaltou a importância do amor à medicina e às pessoas para o sucesso na profissão. Para ele, a medicina é um dom que exige dedicação, abnegação e o exercício da empatia. Seu filho, prestes a ingressar na faculdade de medicina, compartilha dessa visão, priorizando o bem-estar do paciente acima de outros fatores.
A Importância do Diálogo Médico-Paciente
O programa destacou a crescente preocupação com a falta de comunicação efetiva entre médicos e pacientes. Um estudo citado pelo Dr. Nobre aponta que os médicos interrompem seus pacientes em média após 11 segundos do início da narrativa. Ele diferencia doença (diagnóstico) de enfermidade (sofrimento relatado pelo paciente), enfatizando que ambos são importantes. A falta de tempo em consultas e a pressão por produtividade contribuem para essa deficiência na comunicação.
Longevidade e Espiritualidade
A conversa também abordou a longevidade, introduzindo o conceito de longevitalidade: viver mais e viver bem. O Dr. Nobre destacou a importância de hábitos saudáveis e a influência da espiritualidade na saúde. Estudos científicos demonstram a relação entre espiritualidade (entendida como a forma de se relacionar consigo mesmo e com os outros) e a saúde física e mental, com impactos positivos em condições como hipertensão e depressão. Ele defende a inclusão da educação financeira e da espiritualidade no currículo escolar para promover o bem-estar emocional.
A entrevista finalizou com uma reflexão sobre o papel do médico na sociedade, a inevitabilidade do erro humano na prática médica e a importância de diferenciar erro de negligência. O Dr. Nobre citou William Osler, afirmando que a medicina é uma arte, não um comércio, e que deve ser exercida com o coração.