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Os gigantes e assustadores dinossauros preservados em Monte Alto

Coordenadora do Museu de Paleontologia, Sandra Tavares, conta as descobertas e a história da paleontologia na cidade
dinossauros Monte Alto
Coordenadora do Museu de Paleontologia, Sandra Tavares, conta as descobertas e a história da paleontologia na cidade

Coordenadora do Museu de Paleontologia, Sandra Tavares, conta as descobertas e a história da paleontologia na cidade

Apresentação de Daniela Lemos sobre o Museu de Paleontologia de Monte Alto, região de Ribeirão Preto.

Descobertas e História do Museu

A história da paleontologia em Monte Alto remonta aos anos 80, com descobertas iniciais de fósseis. Um marco importante foi a descoberta acidental de um fóssil por Elvira, uma fazendeira que reconheceu a diferença do osso encontrado em relação aos ossos de animais atuais devido à sua experiência em açougues. Esse achado, em 1984, impulsionou a pesquisa na região, conduzida pelo professor Antônio Celso de Arruda Câmara (Professor Toninho). A necessidade de um espaço adequado para armazenar e estudar os fósseis encontrados levou à criação do Museu de Paleontologia de Monte Alto em 1992.

Importância do Sítio Paleontológico

Monte Alto se destaca por sua riqueza fossilífera, com descobertas de dinossauros herbívoros (titanossauros) e carnívoros (abenestaurídeos), além de crocodilos terrestres inéditos no mundo. A nomenclatura científica dessas novas espécies homenageia a região, com nomes como Montealtosuchus. A preservação dos fósseis se deve às características da rocha sedimentar e ao clima da região no período Cretáceo, último período da Era Mesozoica (65 a 80 milhões de anos atrás), época da extinção dos dinossauros. A análise da rocha permite determinar a idade dos fósseis, confirmando que os encontrados em Monte Alto são do Cretáceo.

O Museu e a Pesquisa Paleontológica

O Museu de Paleontologia de Monte Alto desempenha um papel crucial na pesquisa e educação, transmitindo conhecimento e incentivando a preservação do patrimônio paleontológico. A coordenadora Sandra Tavares destaca a importância do museu na formação de novos paleontólogos e na conscientização da comunidade local. Apesar das dificuldades no campo de trabalho da paleontologia no Brasil, o museu continua a ser um centro de pesquisa e descobertas, com colaborações com diversas universidades e a participação de voluntários apaixonados pela área. O potencial de novas descobertas em território brasileiro permanece alto, reforçando a necessidade de investimento e profissionais na área.

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