Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’, com Daniele Zeoti
Em tempos de Copa do Mundo, é comum vermos pessoas unidas torcendo por suas seleções. No entanto, paixão e fanatismo são coisas distintas. Mas como diferenciar um torcedor apaixonado de um fanático?
A Linha Tênue entre Paixão e Fanatismo
O fanatismo se manifesta como um estado de fervor absoluto, onde o amor e a crença em algo se tornam irracionais, impermeáveis a qualquer argumentação. Diferente do torcedor apaixonado, o fanático permite que essa obsessão transcenda todas as áreas da vida, afetando o trabalho, a família e os relacionamentos. Essa devoção exacerbada pode gerar conflitos e isolamento.
Os Perigos do Exagero
O fanatismo é sempre problemático, pois o indivíduo não aceita opiniões contrárias e passa a pautar sua vida em função desse amor incondicional. A busca incessante por satisfazer esse desejo, seja ver o time vencer ou estar próximo dos ídolos, pode levar ao detrimento de outras áreas importantes da vida, como o trabalho e a família.
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Muitos recorrem a superstições durante os jogos como forma de encontrar justificativas para os resultados. Superstições funcionam? Sim, dentro de certos limites. Elas podem ajudar a canalizar a ansiedade, afastando o medo do fracasso e atraindo a esperança de sucesso. No entanto, é importante que a superstição não se torne uma obsessão que restrinja a vida da pessoa.
É possível torcer, amar e vibrar com o esporte, desfrutando da sensação de pertencimento a um grupo, sem cair no fanatismo. Celebrar juntos, compartilhar a alegria e ensinar as crianças a se sentirem bem em meio à torcida são experiências valiosas.