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Os novos tratamentos para depressão, síndrome do pânico e outras condições psicossociais

Edmo Bernardes recebe o psiquiatra Renan Maekawa para debater o tema; ouça o 'Bastidor CBN'!
Os novos tratamentos para depressão
Edmo Bernardes recebe o psiquiatra Renan Maekawa para debater o tema; ouça o 'Bastidor CBN'!

Edmo Bernardes recebe o psiquiatra Renan Maekawa para debater o tema; ouça o ‘Bastidor CBN’!

O médico psiquiatra Dr. Renan Maquigawa, Os novos tratamentos para depressão, síndrome, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), participou de uma entrevista na CBN para discutir a psiquiatria intervencionista e os novos tratamentos para depressão e outros transtornos psicossociais. Segundo ele, a depressão é considerada uma doença dos tempos modernos e é a principal causa de incapacidade em jovens entre 15 e 45 anos.

Desafios no tratamento da depressão: Estudos indicam que cerca de 30% dos pacientes com depressão não respondem adequadamente aos tratamentos convencionais, que incluem medicamentos e psicoterapia. Para esses casos, a psiquiatria intervencionista oferece alternativas como a neuromodulação e tratamentos farmacológicos avançados.

Modalidades de neuromodulação: Entre as técnicas de neuromodulação destacadas estão a eletroconvulsoterapia (ECT), a estimulação magnética transcraniana (EMT) e a estimulação cerebral por corrente contínua. A ECT, conhecida popularmente como eletrochoque, é um tratamento antigo, porém atualmente realizado com anestesia e cuidados rigorosos para minimizar riscos, sendo indicado para depressão resistente a outros tratamentos.

A EMT é menos invasiva, não requer anestesia e consiste na aplicação de pulsos magnéticos repetitivos para estimular ou desestimular áreas específicas do cérebro. O tratamento é realizado em sessões diárias durante várias semanas, com duração de 3 a 30 minutos por sessão.

Tratamentos farmacológicos e pesquisas recentes

Além das técnicas de neuromodulação, a ketamina, um anestésico utilizado sob supervisão médica, tem apresentado bons resultados no tratamento da depressão resistente. Pesquisas também estão avaliando o uso de psicodélicos, como psilocibina e ayahuasca, para transtornos mentais, embora esses tratamentos ainda estejam em fase de estudo.

Importância da avaliação médica e do apoio familiar: Dr. Maquigawa enfatiza a necessidade de procurar um médico ao identificar sintomas de depressão ou outros transtornos, para diagnóstico e indicação do tratamento adequado. Ele ressalta que a psiquiatria intervencionista complementa, e não substitui, a psicoterapia e o tratamento medicamentoso. O apoio de familiares e amigos é fundamental para incentivar a busca por ajuda, especialmente diante do estigma ainda associado à psiquiatria.

Informações adicionais

No Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, os tratamentos com ECT e EMT são realizados em ambiente hospitalar, mediante indicação médica e acompanhamento especializado. Esses procedimentos ainda não são amplamente disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e podem ter custos elevados no setor privado. A ketamina é administrada sob supervisão médica, e seu uso recreativo é desaconselhado.

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