Ouça a coluna ‘CBN Saúde’, com Fernando Nobre
Certamente, muitos já ouviram o ditado popular: “O peixe morre pela boca”. Essa alusão geralmente se refere a alguém que come em excesso. De fato, o excesso e a má qualidade da alimentação podem levar a doenças e até mesmo à morte. O reflexo direto de maus hábitos alimentares é determinante para essas ocorrências.
A Obesidade em Números
Dados recentes justificam essas afirmações. Em 2013, 17,5% dos adultos eram obesos, um aumento de 32,5% em comparação com 2006, quando essa taxa era de 11,8%. Esse aumento significativo na obesidade em um período relativamente curto é alarmante.
Excesso de Peso e Hábitos Alimentares Preocupantes
Se considerarmos o excesso de peso, os números são ainda mais dramáticos. Em 2006, pouco mais de 40% da população adulta tinha excesso de peso, passando para 50,8% em 2013. Atualmente, mais da metade da população brasileira está acima do peso ideal. Uma pesquisa recente do Vigitel, do Ministério da Saúde, revelou que 23,3% da população consome refrigerantes regularmente, e 16,5% substituem o almoço ou jantar por lanches. O consumo regular de gordura em carnes e outros alimentos foi identificado em 31% da população, e o consumo de leite integral em 53%.
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Um dado positivo foi observado em relação ao consumo de frutas e hortaliças. A utilização de pelo menos cinco porções desse tipo de alimento, cinco vezes por semana, foi relatada por 23,6% dos entrevistados. O menor consumo foi observado em Rio Branco (16%) e o maior em Florianópolis (30%). Em São Paulo, a média foi de 26%. Com uma visão otimista de que as mudanças são possíveis para uma melhor qualidade de vida, talvez possamos afirmar que o peixe pode ser salvo pela boca.
Através da conscientização e da adoção de hábitos alimentares mais saudáveis, é possível reverter esse cenário e promover uma vida mais longa e com mais qualidade.



