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Ossada encontrada em canavial é de uma menina com as mesmas características de Gabriela

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Ossada encontrada em canavial
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Os primeiros testes realizados na ossada encontrada indicam que a análise de etnia aponta para uma pessoa de pele parda. A ausência de um dedo em uma das mãos não impede a perícia de determinar se a pessoa era destra ou não. Esses resultados fortalecem a suspeita de que a ossada possa ser de Gabriela Aparecida da Silva, de 12 anos, desaparecida desde 17 de março, e que foi vítima de homicídio. A ossada foi encontrada próxima a materiais escolares, o que reforça a ligação com a menina. Inicialmente tratado como desaparecimento, o caso foi requalificado com o avanço das investigações.

Sinais de Violência no Crânio

O delegado Cláudio Salles Jr., da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) responsável pelo caso, relatou ter identificado sinais de violência no crânio da ossada. Foi detectado um pequeno orifício, cuja causa ainda precisa ser determinada por exames mais detalhados. A perícia busca determinar se a lesão ocorreu enquanto a vítima ainda estava viva ou após a morte, possivelmente por ação de animais.

Determinação da Causa da Morte

A perícia concluiu que houve uma fratura grave no crânio, indicando que a morte foi causada por um objeto contundente, como uma paulada ou uma pedrada. Essa conclusão descarta a possibilidade de a vítima ter sido atingida por um tiro. O exame bioantropológico, utilizado para analisar a ossada, permite identificar a etnia pelo formato do crânio, calcular a altura pelo tamanho do fêmur e determinar a idade e o sexo com base no desgaste das vértebras e nas dimensões da bacia, respectivamente.

Confirmação da Identidade

O médico legista Nélio Resende Cardoso explica que essa técnica é um padrão utilizado quando restam apenas os ossos de uma pessoa. Ele ressalta a importância da análise da ossada para determinar o sexo, a idade e a altura do indivíduo do ponto de vista médico legal. A confirmação oficial de que a ossada pertence a Gabriela dependerá dos resultados dos exames da arcada dentária e do DNA, com previsão de divulgação em até 30 dias. Segundo a polícia, mesmo com a ossada, a arcada dentária pode levar à identificação, mas o DNA é usado para garantir maior certeza. O caso continua sob investigação da Polícia Civil em Sijilo Régeo Arcena.

A investigação prossegue, com a expectativa de que os exames complementares forneçam a confirmação definitiva da identidade da vítima e auxiliem na elucidação completa do caso.

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