Movimento de cargas na Estação da Mogiana voltava a ser assunto no impresso
A movimentação na Estação Mogiana em Ribeirão Preto (1918)
Em 16 de maio de 1918, a estação ferroviária de Mogiana, em Ribeirão Preto, registrou intenso movimento de cargas. Documentos da época detalham a movimentação de mercadorias durante aquela semana, oferecendo um retrato vívido do cotidiano da cidade há mais de um século.
Chegadas e Partidas: Um Fluxo Contínuo
Entre os produtos que chegaram à estação, constam: café (3 sacos), arroz (410 em casca e 730 limpos), feijão (95), milho (144), batatas (377), açúcar (204 sacos), farinha de trigo (724), farinha de mandioca (194), farinha de milho (2), fumo (48 rolos), torcinho (320 e 6 jacaz), quenjos (48 sacos e 6 jacaz) e aguardente (10 quintos). Já as saídas foram expressivas: café (1.700 sacos), arroz (300 limpos), feijão (11), milho (55), batatas (108), açúcar (133 sacos), farinha de trigo (34), farinha de mandioca (54), fumo (23 rolos), torcinho (161), quenjos (77 sacos), aguardente (6 jacazes), frutas (67 caixas) e cerveja (1.980 caixas).
Unidades de Medida: Jacaz e Quintos
Algumas unidades de medida utilizadas na época, como o ‘jacaz’ e o ‘quinto’, são pouco conhecidas atualmente. O jacaz, um balaio de bambu em formato de cesto, era utilizado para medir produtos como o torcinho. Já o ‘quinto’, unidade de medida para aguardente, equivalia a 80 litros. Esses detalhes revelam a riqueza cultural e histórica presente nos registros antigos.
Os registros históricos da estação Mogiana em Ribeirão Preto, há 100 anos, demonstram a pujança econômica da região e os hábitos de consumo da população. A variedade de produtos movimentados e as quantidades expressivas refletem a dinâmica comercial e o desenvolvimento da cidade no início do século XX.



