Produto criado em Ribeirão Preto que substituía a soda cáustica voltava a ser assunto no impresso
Invenção Ribeirão-pretana durante a Primeira Guerra Mundial
Em 10 de maio de 1918, Ribeirão Preto comemorava uma inovação que prometia revolucionar sua indústria. Um novo produto, uma sóda cáustica nacional, substituiria as importações, até então dependentes dos Estados Unidos. A notícia vinda do Rio de Janeiro trazia otimismo e expectativas.
Negócios no Rio de Janeiro e Propostas Promissoras
Os senhores Antônio Martinez e J. Abriat retornaram do Rio de Janeiro, onde fecharam importantes acordos comerciais para o fornecimento da nova sóda cáustica. Grandes industriais cariocas demonstraram interesse no invento, com propostas que incluíam um contrato para o fornecimento de 30 toneladas mensais por uma grande empresa. O sucesso no Rio de Janeiro impulsionou os planos para a instalação da fábrica em Ribeirão Preto.
Impacto da Primeira Guerra e Desenvolvimento Local
As dificuldades de importação da sóda cáustica dos Estados Unidos, em virtude das restrições impostas pela Primeira Guerra Mundial, impulsionaram a criação deste substituto nacional. A iniciativa demonstra o empreendedorismo local e a capacidade de Ribeirão Preto em superar desafios, desenvolvendo soluções inovadoras em um período de grande instabilidade global. A cidade, assim, se mostrava capaz de produzir internamente um produto essencial para sua indústria, reduzindo a dependência externa.
A instalação da fábrica em Ribeirão Preto representava um marco para a cidade, impulsionando seu desenvolvimento industrial e consolidando seu papel no cenário econômico nacional, mesmo em meio às adversidades da guerra. A iniciativa de Martinez e Abriat demonstra a força da inovação e a capacidade de adaptação da indústria brasileira em tempos de crise.



