Movimento de cargas da Estação da Mogiana era o destaque do dia
Movimento de Mercadorias em Ribeirão Preto (1918)
Em 3 de abril de 1918, a estação da Companhia Mogeana de Estradas de Ferro em Ribeirão Preto registrou um intenso movimento de mercadorias. O balanço da semana revelou uma movimentação significativa de produtos agrícolas, demonstrando a força do setor no município.
Balanço Detalhado das Saídas e Entradas
Entre os produtos que saíram da estação, destacaram-se: café (1000 sacos), arroz (473 sacos), feijão (952 sacos), milho (100 sacos), açúcar (147 sacos), batatas (68 sacos), farinha de trigo (25 sacos), farinha de mandioca (27 sacos), fumo (139 rolos), torcinho (38 rolos), jacá (38 unidades), aguardente (8 quintos), queijos (55 sacos e jacás), e frutas (18 caixas de laranja) e cervejas (998 caixas). Já as entradas de mercadorias contabilizaram: café (68 sacos), arroz (80 sacos), feijão (116 sacos), milho (333 sacos), açúcar (945 sacos), batatas (445 sacos), farinha de trigo (25 sacos), farinha de mandioca (65 sacos), farinha de milho (5 sacos), fumo (34 rolos), aguardente (3 quintos), e queijos (18 sacos e 11 jacás).
A Estação Mogeana e o Ribeirão Preto de 1918
A estação da Companhia Mogeana, localizada onde hoje se encontra o terminal rodoviário da Avenida Jerônimo Gonçalves, era o centro neurálgico do transporte de mercadorias em Ribeirão Preto. Os registros históricos, como o balanço de 3 de abril de 1918, permitem uma viagem ao passado, revelando a importância do setor agrícola e a dinâmica econômica da cidade há mais de um século.
O registro desse movimento de cargas na estação da Companhia Mogeana de Estradas de Ferro em Ribeirão Preto, em 1918, oferece um valioso retrato da economia local da época, evidenciando a relevância do transporte ferroviário e a força da produção agrícola regional.



