Movimentação de mercadorias na Estação Mogiana era o destaque do impresso
Vamos voltar no tempo, mais precisamente ao dia 17 de fevereiro de 1918, para acompanharmos o movimento de mercadorias na estação de Ribeirão Preto da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. Um registro histórico que nos permite vislumbrar o cotidiano da cidade há mais de um século.
Balanço de Entradas e Saídas
A movimentação na estação era intensa. Os registros apontam a entrada de 601 sacos de café limpo, 220 de café em coco, 163 de arroz limpo, 662 de arroz em casca, 308 de feijão, 196 de milho, 265 de açúcar, 835 de batatas, 825 de farinha de trigo, 50 de farinha de mandioca, 20 rolos de fumo e 26 quintos de aguardente. Já nas saídas, os números eram ainda mais expressivos: 1010 sacos de café limpo, 734 de arroz limpo, 2576 de feijão, 100 de milho, 276 de açúcar, 92 de batatas, 21 rolos de fumo, 30 de torcinho, 62 de queijos, 3 quintos de aguardente e 1661 caixas de cerveja.
A Importância da Estrada de Ferro
A Companhia Mogiana de Estradas de Ferro desempenhava papel fundamental na economia local. Como principal meio de transporte da época, a ferrovia conectava Ribeirão Preto a outras regiões, facilitando o escoamento da produção agrícola e o abastecimento da cidade. A grande quantidade de mercadorias registradas demonstra a vitalidade do comércio e da agricultura na região.
Um Vislumbre do Passado
Este breve registro da movimentação na estação de Ribeirão Preto em 1918 nos oferece um valioso retrato do passado. A análise dos dados revela a importância da produção agrícola, o dinamismo do comércio local e o papel crucial da estrada de ferro na integração regional. É uma janela para o passado, permitindo-nos compreender as transformações pelas quais a cidade passou ao longo do tempo.



