Mal entendido entre um engraxate e a Polícia era o destaque do dia
Um crime inusitado em Jardinópolis (1918)
Em 16 de janeiro de 1918, os jornais noticiavam um acontecimento peculiar em Jardinópolis. Um engraxate, descrito como “mulatinho”, havia furtado uma cadeira da escola local. Sua justificativa? Oferecer mais conforto aos seus clientes enquanto engraxava seus sapatos.
A polêmica da linguagem
O caso, além do furto em si, trouxe à tona o uso de expressões consideradas problemáticas, mesmo para a época. A reportagem original utilizava termos como “mulatinho”, que hoje são reconhecidos como carregados de preconceito. A discussão se estende a outras expressões ainda presentes na linguagem cotidiana, como “mercado negro”, “negrir”, “inveja branca” e “a coisa tá preta”, que refletem um passado de racismo e discriminação.
Reflexões sobre o passado
O episódio de Jardinópolis, há mais de um século, serve como um lembrete da importância de analisar criticamente a linguagem que utilizamos. Expressões aparentemente inofensivas podem carregar um peso histórico de preconceito e exclusão. A revisão constante do nosso vocabulário é fundamental para construirmos uma sociedade mais justa e igualitária.
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A notícia de um simples furto de uma cadeira em Jardinópolis nos convida a uma reflexão sobre a evolução da nossa sociedade e a necessidade de combater o racismo em todas as suas formas, inclusive na linguagem.



