Na época, uma estimativa apontava que o estado de São Paulo tinha pouco mais de 3 milhões e 700 mil habitantes
Censo de 1917 em São Paulo: Divergências sobre a população de Ribeirão Preto
Em 30 de novembro de 1917, o Estado de São Paulo divulgou dados estatísticos sobre sua população, compilados pelo Dr. Manuel Viotti, diretor da Secretaria da Segurança Pública. O levantamento apontava 3.762.273 habitantes distribuídos em 101 comarcas. A capital liderava com 549.512 habitantes, seguida por Campinas (110.841), Jaú (10.017), Santos (99.766) e Ribeirão Preto (87.349).
Discrepâncias e debates sobre os números
A população de Ribeirão Preto, em especial, gerou controvérsias. Habitantes da cidade contestavam a cifra oficial de 87.349, alegando que o número real superava os 90 mil. A divergência era significativa, mostrando a dificuldade em obter dados precisos na época. Além disso, estimativas apontavam para cerca de 40 mil habitantes no município de Cravinhos, quase metade da população atribuída a Ribeirão Preto pelo censo.
Um debate que atravessa o tempo
A discussão sobre a população de Ribeirão Preto em 1917 ecoa até os dias atuais, demonstrando a complexidade da coleta e interpretação de dados demográficos, mesmo em contextos históricos. A discrepância entre o censo oficial e a percepção da população local ilustra os desafios de se obter um retrato preciso da realidade demográfica, mesmo com os métodos disponíveis na época. A comparação com a população de Cravinhos, por sua vez, oferece um interessante paralelo para análise.
O registro histórico, encontrado no jornal A Cidade, permite uma análise das dificuldades e debates em torno da contagem populacional no início do século XX, mostrando a importância da precisão e da metodologia na coleta de dados demográficos. A divergência entre os dados oficiais e a percepção da população local destaca a complexidade do processo e a necessidade de considerar diferentes perspectivas para uma compreensão completa do cenário.



