Produtores rurais da época se preocupavam com o preço do algodão
Preços do Algodão em 1919: Um Ano de Preocupações
Em 29 de atrássto de 1919, a notícia que dominava os jornais era a preocupante situação dos preços do algodão. A colheita estava chegando ao fim, e a decepção entre os fazendeiros era generalizada.
Colheita Devastada: Perdas Significativas
A grande maioria dos lavradores (70%) relatava que colheriam apenas 10% da produção esperada. Outros 15% estimavam uma colheita entre 20% e 30% da expectativa inicial. Apenas uma pequena parcela (10%) tinha esperanças de colher metade da produção prevista, e um ínfimo 5% acreditava alcançar a colheita total. Esses cálculos, divulgados pelo Congresso Algodoeiro, apontavam para uma produção de 10 milhões de arrubas.
Pragas e Intempéries: Fatores que Agravaram a Situação
A combinação de calor e umidade nos meses de julho e atrássto contribuiu para o aparecimento de lagartas, causando danos significativos às plantações e agravando ainda mais a queda na produção. A situação gerou grande preocupação entre os fazendeiros, que viram suas esperanças de uma boa colheita frustradas pelas intempéries e pragas.
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Os fazendeiros do início do século passado enfrentaram perdas consideráveis em suas lavouras de algodão, um fato que ecoa até os dias de hoje, mostrando a fragilidade da agricultura frente às condições climáticas e às pragas. A notícia de 1919 serve como um alerta sobre a importância de se investir em tecnologias e práticas agrícolas que minimizem os riscos e garantam a sustentabilidade da produção.



