Movimentação na Estação Mogiana era o assunto do dia
Mogeana: Um mergulho na economia de Ribeirão Preto em 1917
O movimento na Estação da Mogeana
Em 24 de outubro de 1917, a estação ferroviária da Mogeana, localizada na Avenida Gerônimo Gonçalves (onde hoje se encontra a rodoviária), fervilhava de atividade. As locomotivas a vapor da Companhia Mogeana de Estradas de Ferro trabalhavam incessantemente no transporte de cargas para a cidade.
Balanço de cargas: um retrato da economia local
Registros da época detalham o volume de mercadorias transportadas até o final da semana. Entre os itens, destacavam-se: 848 sacos de café limpo, 436 de arroz com casca, 285 de arroz limpo, 227 de feijão, 711 de milho, 405 sacos de açúcar, 36 rolos de fumo, 12 jacas, 4209 sacos de café limpo, 638 de arroz limpo, 477 sacos de feijão, 2 sacas de milho, 55 de batatas, 142 de açúcar, 25 sacas de farinha de trigo, 71 sacas de farinha de mandioca, 17 rolos de fumo, 21 rolos de feijão, 24 sacos de feijão, 27 quintos de aguardente, 160 melancias e 25 caixões de mangas.
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A Mogeana e o desenvolvimento regional
A movimentação na estação da Mogeana ilustra a pujança econômica da região de Ribeirão Preto há um século. O transporte ferroviário desempenhava papel crucial na distribuição de produtos agrícolas e outros bens, impulsionando o comércio e o desenvolvimento local. Os dados registrados demonstram a variedade e a quantidade de produtos movimentados, oferecendo um valioso retrato da economia da época.



