Qual o papel das instituições no preparo da população para o futuro com mais inteligência artificial? Uma pesquisa explica
Em meio às mudanças tecnológicas aceleradas, a inteligência artificial (IA) se apresenta como um fator transformador do mercado de trabalho. Uma pesquisa realizada pela Galupi para a Northwestern University, entre abril de 2019 e junho de 2019, em países como Reino Unido, Canadá e Estados Unidos, revelou a percepção da população sobre o preparo das instituições para esse novo cenário.
Desconfiança nas Instituições
Os resultados da pesquisa apontaram uma baixa confiança na capacidade de governos, universidades e empresas em preparar a força de trabalho para a era da IA. A incerteza sobre o futuro profissional é grande, com estimativas preocupantes de milhões de postos de trabalho ameaçados pela automação. Apesar do medo de desemprego, a pesquisa também indica que apenas 30% acreditam que as universidades estão preparadas para capacitar profissionais para esse novo mercado, enquanto a maioria aposta nos empregadores para essa tarefa. É curioso notar que muitos entrevistados acreditam que haverá perdas de empregos, mas não os seus próprios.
A Responsabilidade dos Empregadores e o Papel do Long Life Learning
A pesquisa destaca a responsabilidade dos empregadores no preparo da força de trabalho para a era da IA. Apesar da falta de preparo das universidades, 90% dos entrevistados concordam com a necessidade do chamado long life learning, ou seja, a aprendizagem contínua ao longo da vida. Consultorias renomadas como Deloitte e PwC corroboram essa visão, afirmando que, embora a automação elimine empregos, também criará novas oportunidades devido ao aumento da produtividade e demanda. A adaptação e a migração para novos perfis profissionais serão cruciais nos próximos anos.
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Adaptando-se ao Novo Mercado de Trabalho
Para se preparar para esse novo contexto, o desenvolvimento de soft skills como criatividade, pensamento crítico, comunicação e negociação se torna fundamental. A capacidade de pensar digitalmente e a familiaridade com as ferramentas digitais também são essenciais. Como sugestões práticas, recomenda-se a adoção de agendas digitais compartilhadas e o uso estratégico das redes sociais para networking e atualização profissional. A preparação para o futuro do trabalho exige adaptação, aprendizado contínuo e uma postura proativa em relação às novas tecnologias e habilidades necessárias.